Mirelle Pinheiro

Mulher negra atacada por turista que exigiu delegado branco desabafa

A comerciante destacou que situações assim não podem ser naturalizadas. A suspeita deve passar por audiência de custódia nesta sexta (23/1)

atualizado

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Gisele Madrid Spencer Cesar
1 de 1 Gisele Madrid Spencer Cesar - Foto: Reprodução/Instagram

A comerciante que trabalhava no Pelourinho, em Salvador (BA), quando foi vítima de ataques de cunho racial, desabafou sobre o episódio ocorrido na noite da última quarta-feira (21/1).

Segundo o relato da vítima, a turista gaúcha Gisele Madrid Spencer Cesar, de 50 anos, teria a chamado de “lixo” diversas vezes, enquanto gritava que sua pele era branca. Ainda de acordo com a comerciante, a mulher teria escarrado e cuspido em sua direção, atingindo seu pescoço.

Diante da violência, a Polícia Militar foi acionada e conduziu a suspeita à Delegacia Especializada de Combate ao Racismo e à Intolerância Religiosa (Decrin). No local, conforme o registro policial, Gisele teria mantido a conduta discriminatória, chegando a exigir atendimento exclusivo por um delegado de pele branca.

Em nota, a vítima afirmou que foi alvo de racismo enquanto exercia sua função profissional.

“Venho a público, com o coração firme e a cabeça erguida, repudiar o ato de racismo do qual fui vítima no dia 21 de janeiro de 2026, durante o exercício do meu trabalho, no Pelourinho, em Salvador. O que vivi não foi um ‘mal-entendido’, nem algo menor: foi uma violência marcada por ofensas de cunho racial, agressões e total desrespeito à minha dignidade enquanto mulher negra e trabalhadora”, declarou.
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Segundo informações preliminares, ela teria proferido ofensas de cunho racial e ainda cuspido na vítima
A mulher, que é natural do Rio Grande do Sul (RS), foi presa após ofender uma comerciante que trabalhava no Pelourinho
Oitivas foram realizadas na Decrin
Ela pediu atendimento exclusivo por um delegado de pele branca
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Ela pediu atendimento exclusivo por um delegado de pele branca

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Segundo informações preliminares, ela teria proferido ofensas de cunho racial e ainda cuspido na vítima
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Segundo informações preliminares, ela teria proferido ofensas de cunho racial e ainda cuspido na vítima

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A mulher, que é natural do Rio Grande do Sul (RS), foi presa após ofender uma comerciante que trabalhava no Pelourinho
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A mulher, que é natural do Rio Grande do Sul (RS), foi presa após ofender uma comerciante que trabalhava no Pelourinho

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Oitivas foram realizadas na Decrin
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Oitivas foram realizadas na Decrin

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A comerciante destacou ainda que situações como essa não podem ser naturalizadas.

“O racismo é crime. É uma ferida aberta na nossa sociedade e precisa ser combatido com responsabilidade, coragem e justiça. Falar sobre isso não é vitimismo, é resistência!”, completou.

A defesa da vítima informou que as medidas cabíveis já estão sendo adotadas para a devida apuração dos fatos e responsabilização da suspeita nos termos da lei.

Oitivas foram realizadas na Decrin, e Gisele segue custodiada, à disposição do Poder Judiciário. A investigada deve passar por audiência de custódia nesta sexta-feira (23/1).

A coluna tenta localizar a defesa da suspeita. O espaço segue aberto.

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