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Mirelle Pinheiro

PF: dados de Moraes foram alterados e vendidos em base ilegal

Segundo a apuração, os dados pessoais de Moraes foram alterados e inseridos em uma plataforma que comercializava informações sensíveis

atualizado

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VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto
Ministro Alexandre de Moraes preside, pela primeira vez, uma sessão do Supremo Tribunal Federal (STF)
1 de 1 Ministro Alexandre de Moraes preside, pela primeira vez, uma sessão do Supremo Tribunal Federal (STF) - Foto: VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto

A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta quinta-feira (5/3), a Operação Dataleaks para investigar esquema de obtenção, adulteração e comercialização ilegal de dados pessoais e sensíveis extraídos de bases governamentais e privadas. Entre os magistrados afetados, está o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, relator da investigação.

As apurações tiveram início após a identificação de uma base de dados clandestina que reunia informações pessoais de ministros do STF.

Segundo a investigação, os dados pessoais de Moraes foram alterados e inseridos em uma plataforma que comercializava informações sensíveis obtidas de forma ilegal.

A Polícia Federal cumpre quatro mandados de busca e apreensão e cinco mandados de prisão temporária nos estados de São Paulo, Tocantins e Alagoas. As ordens foram expedidas pelo próprio STF.

De acordo com a diligência policial, o grupo criminoso seria responsável por acessar indevidamente sistemas e bases de dados governamentais e privadas para alimentar uma base paralela com informações pessoais sensíveis.

Os suspeitos são investigados pelos crimes de organização criminosa, invasão de dispositivo informático, furto qualificado mediante fraude, corrupção de dados e lavagem de dinheiro, entre outros delitos.

Relator e vítima

No caso envolvendo Moraes, o ministro aparece em dois polos da investigação: como relator do processo e também como vítima do suposto esquema.

Segundo as apurações, os dados pessoais do magistrado foram manipulados e posteriormente inseridos em uma plataforma que vendia esse tipo de informação.

Recentemente, Moraes também determinou que a investigação sobre supostos acessos ilegais e vazamentos de dados fiscais de ministros do STF fosse tratada como assunto correlato ao chamado inquérito das fake news, do qual ele também é relator.

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