PF ativa sala de comando para proteger presidenciáveis em tempo real
Estrutura nacional começa a funcionar nesta segunda-feira (20/7) e coordenará a segurança dos candidatos à Presidência

A Polícia Federal (PF) coloca em funcionamento, nesta segunda-feira (20/7), a Sala Nacional de Comando e Controle, em Brasília, estrutura criada para coordenar, em tempo real, a segurança dos candidatos à Presidência da República durante a campanha eleitoral de 2026. A central será responsável por acompanhar as equipes espalhadas pelo país, prestar apoio às operações e monitorar as agendas dos presidenciáveis.
A sala integra a operação nacional preparada pela Diretoria de Proteção à Pessoa (DPP) para garantir a segurança das campanhas eleitorais. A estrutura foi dimensionada para atender, simultaneamente, até dez candidaturas e poderá mobilizar até 458 servidores, entre agentes de proteção, chefes de equipe e profissionais das áreas de inteligência e logística, além do apoio das superintendências da PF em todos os estados.
A proteção poderá ser iniciada após a homologação das candidaturas nas convenções partidárias e mediante solicitação das campanhas. Segundo a PF, a adesão ao serviço é facultativa e poderá ser feita mesmo após o início do período eleitoral.
Da central instalada em Brasília, a corporação acompanhará em tempo real a localização das equipes, as agendas em andamento e eventuais ocorrências que exijam reforço operacional. O objetivo é agilizar a tomada de decisões, garantir suporte logístico às equipes em campo e manter todas as unidades integradas durante a campanha.
A Polícia Federal ressalta que a centralização é exclusivamente operacional. As avaliações de risco, informações de inteligência e demais dados sensíveis sobre cada candidato permanecerão restritos às equipes diretamente envolvidas na proteção.
Entre no canal de WhatsApp da Coluna Mirelle PinheiroCada presidenciável contará com um plano de segurança individualizado, elaborado a partir de análises técnicas que levam em consideração fatores como histórico de ameaças, informações de inteligência, características dos eventos, rotas de deslocamento e o cenário de segurança de cada região.
Antes de cada compromisso de campanha, equipes da PF farão o reconhecimento dos locais e atuarão em conjunto com as forças de segurança estaduais e municipais para definir o esquema de proteção. O efetivo e os recursos empregados poderão ser reforçados ou reduzidos conforme o nível de risco de cada agenda.
Dependendo da necessidade, a operação poderá utilizar veículos blindados, grupos táticos, sistemas antidrone, reconhecimento facial, monitoramento de ameaças na internet e kits para inspeção antibombas.
Desde abril, a corporação mantém reuniões com partidos políticos e pré-candidatos para apresentar o modelo de segurança. Os 30 partidos registrados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) foram comunicados sobre a operação, e algumas campanhas participaram de encontros específicos para esclarecer dúvidas.
Segundo a PF, mais de 600 profissionais foram capacitados entre 2025 e 2026 para atuar na proteção dos candidatos. A operação contará com orçamento de aproximadamente R$ 95 milhões, destinado à mobilização das equipes, contratação de serviços e aquisição de equipamentos, como viaturas blindadas, coletes balísticos de alto desempenho, sistemas antidrone e kits antibombas.





