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Mirelle Pinheiro

PF aperta cerco ao PCC e mira fornecedor internacional de cocaína

Um dos investigados na operação, porém, já havia morrido na semana passada

30/07/2026 09:05, atualizado 30/07/2026 09:14
Reprodução/ Polícia Federal
Imagem colorida de policial da Ficco de farda. Metrópoles

A Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã desta quinta-feira (30/7), nova ação contra integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC). Batizada de Operação Fragmento, a ação mobilizou forças de segurança para cumprir 24 mandados de prisão preventiva e 27 de busca e apreensão nos estados do Rio Grande do Norte, de São Paulo e de Goiás.

Segundo a investigação, o grupo criminoso atuava de forma estruturada e é suspeito de envolvimento em atividades ligadas à organização criminosa. Durante as diligências, os policiais apreenderam celulares, computadores e documentos, que agora passarão por perícia para auxiliar no aprofundamento das apurações.

Um dos investigados na operação, porém, já havia morrido na semana passada, durante ação da Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota), em Igaratá, no interior de São Paulo.

Conhecido como “R7”, Rildo dos Reis Cerqueira foi localizado quando policiais cumpriam mandados judiciais em outra ofensiva da Polícia Federal, a Operação Commodity. De acordo com a corporação, ele reagiu à abordagem, houve troca de tiros e o investigado acabou baleado. Ele não resistiu aos ferimentos. Nenhum policial ficou ferido.

As investigações da PF apontam que R7 era apontado como um dos principais fornecedores atacadistas de cocaína para o PCC na Bolívia. Ele já possuía condenação definitiva por transporte de grande quantidade de drogas e também respondia a processos por tráfico internacional de entorpecentes, organização criminosa e lavagem de dinheiro.

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Ainda segundo a Polícia Federal, o investigado ocultava patrimônio milionário por meio de empresas de fachada e da utilização de terceiros como testas de ferro, estratégia usada para esconder a origem e a propriedade de bens e recursos financeiros.

A Operação Fragmento foi coordenada pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado no Rio Grande do Norte (FICCO/RN), formada pela Polícia Federal, Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen), Polícia Civil, Polícia Militar e Polícia Penal do Rio Grande do Norte. A ação também contou com apoio da Polícia Penal Federal e da Polícia Militar de São Paulo.