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Mirelle Pinheiro

PCC: "R7" morre em confronto com a PF durante ação contra o tráfico

Operação Commodity, deflagrada nesta quinta-feira (23/7), investiga grupo que lavou R$ 1 bilhão em drogas

23/07/2026 12:55, atualizado 23/07/2026 13:01
Divulgação/PF
PCC: “R7” morre em confronto com a PF durante ação contra o tráfico

Um dos alvos da Operação Commodity, deflagrada pela Polícia Federal (PF) na manhã desta quinta-feira (23/7), morreu após trocar tiros com os policiais durante o cumprimento de um mandado de prisão em Igaratá, no interior de São Paulo.

O suspeito foi identificado como Rildo dos Reis Cerqueiro, vulgo R7. Ele é apontado pela corporação como integrante do Primeiro Comando da Capital (PCC).

Segundo a PF, o investigado reagiu à abordagem e efetuou disparos de arma de fogo contra os policiais. Houve confronto, e o homem foi baleado. Ele chegou a receber os primeiros socorros, mas não resistiu aos ferimentos e morreu no local.

Operação

A Operação Commodity desta quinta-feira tem como objetivo desarticular uma organização criminosa investigada por enviar cerca de 6,5 toneladas de cocaína para a Europa e movimentar valores bilionários por meio de um sofisticado esquema de lavagem de dinheiro.

A Justiça determinou o bloqueio de bens de pessoas físicas e jurídicas até o limite de R$ 1 bilhão.

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Ao todo, policiais federais e estaduais cumprem 13 mandados de prisão preventiva e 44 mandados de busca e apreensão nos estados de São Paulo, Minas Gerais, Santa Catarina e Espírito Santo.

A operação integra a Missão Redentor II e conta com o apoio da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (Ficco) de São Paulo e Minas Gerais.

Segundo a investigação, a organização estruturou uma rede logística com ramificações na América do Sul, Europa e Ásia para exportar cocaína por via marítima ao mercado europeu.

As apurações apontam que, desde 2021, o grupo enviou aproximadamente 6,5 toneladas da droga para diferentes países do continente e mantinha vínculos operacionais com as duas maiores facções criminosas em atuação no Brasil.

Para driblar a fiscalização aduaneira, os investigados utilizavam diferentes métodos para ocultar o entorpecente em cargas destinadas ao exterior. Entre eles estavam a camuflagem da cocaína em sacos de café, cimento e argamassa, além da adulteração química da droga, que chegava a ser diluída em garrafas de refrigerante.

A Polícia Federal também identificou um complexo esquema de lavagem de dinheiro utilizado para ocultar o patrimônio obtido com o tráfico internacional.