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Mirelle Pinheiro

PF acha pilhas de dinheiro na casa de ex-sócio de Vorcaro em São Paulo

Augusto é um dos alvos de prisão da operação que investiga o suposto esquema de criação e negociação de títulos de crédito sem lastro

18/11/2025 11:07, atualizado 18/11/2025 17:09
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Divulgação/PF
A deflagração da operação ocorre um dia depois de um consórcio de investidores dos Emirados Árabes Unidos, em parceria com o grupo de participações Fictor

A Polícia Federal apreendeu pilhas de dinheiro na residência de Augusto Lima, ex-sócio do banqueiro Daniel Vorcaro no Banco Master, durante o cumprimento de mandados da Operação Compliance Zero em São Paulo.

A quantia, que integra o montante total de cerca de R$ 1,6 milhão em espécie recolhido até o momento, foi localizada durante buscas realizadas pela corporação na manhã desta terça-feira (18/11).

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Os investigados serão ouvidos pela Polícia Federal e podem responder a processos criminais
A deflagração da operação ocorre um dia depois de um consórcio de investidores dos Emirados Árabes Unidos, em parceria com o grupo de participações Fictor
Ao todo, os policiais federais cumprem cinco mandados de prisão preventiva, dois de prisão temporária e 25 de busca e apreensão em cinco unidades da Federação
A PF também deve aprofundar a análise sobre a origem dos recursos movimentados após Operação Compliance
A Operação Compliance Zero tem como alvo um esquema de emissão e negociação de títulos de crédito falsos envolvendo instituições financeiras do Sistema Financeiro Nacional,  entre elas o Banco de Brasília (BRB), onde policiais fazem buscas
PF cumpre mandados de busca e apreensão no BRB
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Michael Melo/Metrópoles
Os investigados serão ouvidos pela Polícia Federal e podem responder a processos criminais
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Os investigados serão ouvidos pela Polícia Federal e podem responder a processos criminais

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A deflagração da operação ocorre um dia depois de um consórcio de investidores dos Emirados Árabes Unidos, em parceria com o grupo de participações Fictor
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Ao todo, os policiais federais cumprem cinco mandados de prisão preventiva, dois de prisão temporária e 25 de busca e apreensão em cinco unidades da Federação
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A PF também deve aprofundar a análise sobre a origem dos recursos movimentados após Operação Compliance
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A PF também deve aprofundar a análise sobre a origem dos recursos movimentados após Operação Compliance

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A Operação Compliance Zero tem como alvo um esquema de emissão e negociação de títulos de crédito falsos envolvendo instituições financeiras do Sistema Financeiro Nacional,  entre elas o Banco de Brasília (BRB), onde policiais fazem buscas
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A Operação Compliance Zero tem como alvo um esquema de emissão e negociação de títulos de crédito falsos envolvendo instituições financeiras do Sistema Financeiro Nacional, entre elas o Banco de Brasília (BRB), onde policiais fazem buscas

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Augusto é um dos alvos de prisão da operação que investiga o suposto esquema de criação e negociação de títulos de crédito sem lastro, usados para inflar artificialmente ativos financeiros.

Segundo a PF, ele teria atuado na estrutura do banco e participado de manobras internas para ocultar irregularidades detectadas pelo Banco Central.

Além de apreender dinheiro na casa do executivo, a operação resultou em sete prisões – quatro preventivas e duas temporárias – e no bloqueio de R$ 12,2 bilhões em contas bancárias de pessoas físicas e jurídicas associadas ao esquema. Também foram recolhidos carros de luxo, obras de arte e relógios de alto padrão.

A coluna apurou a identidade dos sete presos. São eles:

  • Daniel Bueno Vorcaro, presidente do Banco Master;
  • Luiz Antônio Bull, diretor de Riscos, Compliance, RH, Operações e Tecnologia;
  • Alberto Felix de Oliveira Neto, superintendente executivo de Tesouraria;
  • Ângelo Antônio Ribeiro da Silva, que consta como um dos sócios do banco;
  • Augusto Ferreira Lima, ex-CEO do Master;
  • Henrique Souza e Silva Peretto, sócio da Cartos FintechCarga; e
  • André Felipe de Oliveira Seixas Maia, diretor da Tirreno e sócio da Cartos FintechCarga

A queda do império Master

A deflagração ocorreu no mesmo dia em que o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Banco Master, o que, na prática, retira a instituição do sistema financeiro e determina a venda de seus bens para pagamento de credores.

A medida foi acompanhada da instauração de um regime de administração especial temporária no Banco Master Múltiplo, com duração de até 120 dias, afastando os dirigentes.

O conglomerado de Vorcaro tinha R$ 86,3 bilhões em ativos, o maior volume já envolvido em um processo de liquidação da história do sistema financeiro brasileiro.

A prisão do banqueiro ocorreu quando ele foi interceptado pela PF ao tentar embarcar em um jatinho no Aeroporto de Guarulhos. A corporação investiga se ele tentava fugir do país.

Como funcionava o esquema

A investigação teve início em 2024, a pedido do Ministério Público Federal, após o Banco Central identificar indícios de que o Master teria fabricado carteiras de crédito “inexistentes” e vendido esses títulos a outra instituição financeira.

Quando a fraude começou a ser detectada, os papéis foram substituídos por outros ativos sem avaliação técnica adequada, em tentativa de encobrir o rombo.

A PF apura crimes como gestão fraudulenta, gestão temerária, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

Venda bilionária

A operação ocorre menos de 24 horas depois de a Fictor Holding Financeira anunciar a compra do Banco Master, em parceria com um consórcio de investidores dos Emirados Árabes Unidos, com promessa de aportes de R$ 3 bilhões.

Com a liquidação extrajudicial, qualquer negociação envolvendo o banco está automaticamente suspensa.