PCERJ mira milícia que extorquiu comerciantes e lavou R$ 25 milhões. Veja vídeo
Ao todo, são cumpridos 50 mandados de busca e apreensão na capital, na Baixada Fluminense e no interior do estado do Rio de Janeiro

A Polícia Civil do Rio de Janeiro (PCERJ) deflagrou, nesta sexta-feira (19/6), uma operação contra a cúpula da milícia que atua na região do Catiri, em Bangu, na Zona Oeste da capital. A ação é conduzida pela Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais (Draco) e tem como objetivo desarticular um esquema de extorsão e lavagem de dinheiro que movimentou mais de R$ 25 milhões.
Ao todo, são cumpridos 50 mandados de busca e apreensão na capital, na Baixada Fluminense e no interior do estado. A Justiça também foi acionada para bloquear contas bancárias, bens e ativos financeiros ligados aos investigados.
As investigações começaram após denúncias de que integrantes da milícia estavam extorquindo uma empresa terceirizada responsável por obras públicas de infraestrutura e saneamento na região. Segundo a Polícia Civil, os criminosos exigiam pagamentos para permitir a continuidade dos serviços e ameaçavam trabalhadores para manter o controle do território.
Ao seguir o caminho do dinheiro, os investigadores identificaram uma estrutura voltada à ocultação dos valores. A análise financeira apontou movimentações incompatíveis com a renda declarada dos suspeitos, além do uso de contas de terceiros, empresas formalmente constituídas e transferências fragmentadas para dificultar o rastreamento dos recursos.
De acordo com a Draco, o grupo possuía núcleos responsáveis pelo domínio territorial, pelas decisões estratégicas e pela administração dos recursos provenientes das atividades ilícitas. As apurações também identificaram um policial militar suspeito de integrar a rede de apoio da milícia, atuando na circulação de valores e na prestação de segurança privada para integrantes da cúpula.
Além das extorsões contra prestadores de serviço, a investigação aponta que o grupo mantinha um sistema permanente de exploração econômica da região, impondo cobranças a comerciantes, moradores e outros agentes econômicos que atuavam em áreas sob sua influência.




