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Mirelle Pinheiro

"Patrão" do Comando Vermelho é preso em apê de luxo na Barra da Tijuca

Ele obteve habeas corpus de forma fraudulenta, alegando a necessidade de uma cirurgia de apêndice

14/10/2025 10:54, atualizado 14/10/2025 11:30
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Material cedido ao Metrópoles
“Patrão” do Comando Vermelho é preso em apê de luxo na Barra da Tijuca

A Polícia Civil do Rio de Janeiro (PCERJ) prendeu, nesta terça-feira (14/10), Acácio Costa Ribeiro (foto em destaque), conhecido pelos apelidos “Patrão” e “Panela”, apontado como uma das principais lideranças do Comando Vermelho (CV) no Estado do Mato Grosso. O criminoso foi localizado em um apartamento de alto padrão na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, onde vivia foragido desde março deste ano.

A ação foi conduzida por policiais da 16ª Delegacia de Polícia (Barra da Tijuca), em parceria com a Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO/Draco) da Polícia Civil de Mato Grosso, sob coordenação do delegado Neilson Nogueira.

“Patrão”, de 42 anos, havia sido condenado a mais de 37 anos de prisão por crimes que incluem associação para o tráfico, porte ilegal de arma de fogo, tentativa de homicídio, roubos, furtos, sequestro, cárcere privado e lavagem de dinheiro. Mesmo com esse histórico, obteve habeas corpus de forma fraudulenta, alegando a necessidade de uma cirurgia de apêndice.

O benefício permitiu que ele cumprisse prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica, equipamento que rompeu pouco tempo depois para fugir do Mato Grosso.

A partir de então, passou a ser monitorado pela inteligência policial, que identificou sua movimentação para o Rio de Janeiro e o uso de documentos falsos. Com o apoio de agentes fluminenses, ele foi encontrado em um imóvel alugado em nome da namorada.

Durante a abordagem, tentou se passar por outra pessoa, apresentando uma identidade falsa. Foi preso em flagrante também por uso de documento falso.

De acordo com as investigações, Acácio Costa Ribeiro é figura de confiança da alta cúpula do Comando Vermelho e exercia função de comando na região Sul do Mato Grosso, com influência direta sobre cidades como Rondonópolis e municípios vizinhos.

A Polícia Civil descreve o criminoso como “peça estratégica” na expansão da facção, responsável por coordenar rotas de tráfico, articulações regionais e lavagem de dinheiro.