Pai, mãe e filho mortos: imóvel onde família morava foi levado a leilão.
Segundo a Polícia Civil, um oficial de Justiça já havia ido ao local intimar a família. Os corpos foram achados nessa terça-feira (26/8)

Em entrevista coletiva realizada nesta quarta-feira (26/8), a Polícia Civil do Paraná (PCPR) deu detalhes sobre o que já se sabe a respeito da morte da família Furuyama. Pai, mãe e filho foram encontrados mortos dentro do apartamento onde viviam, no bairro Água Verde, em Curitiba (PR).
O imóvel onde a família morava havia ido a leilão, segundo o delegado Ivo Viana, à frente das investigações. A informação foi dada durante a coletiva, após ele ser questionado sobre a possibilidade de a família estar envolvida em um contexto de endividamento.
“A gente fez uma pesquisa e o que a gente tem até o momento é que, de fato, esse imóvel foi levado a leilão. As informações que recebemos ontem, de maneira informal, é de que um oficial de Justiça já teria ido lá no condomínio a fim de fazer a intimação da família. Essa é uma informação que a gente obteve lá e que depois foi confirmada através de pesquisas”, detalhou.
Após a repercussão do crime, conhecidos da família relataram que os três estariam enfrentando dificuldades financeiras.
As vítimas foram identificadas como Claudia Hitomi Shimada Furuyama, de 57 anos; Marcos Alberto Furuyama, de 58; e Rafael Furuyama, de 23, filho do casal. Os três apresentavam ferimentos provocados por arma branca. Duas facas, possivelmente utilizadas no crime, foram encontradas no local.
Entre no canal de WhatsApp da Coluna Mirelle PinheiroSobre a investigação, o delegado informou que as câmeras de monitoramento do condomínio serão inspecionadas para verificar se há alguma pista do que teria ocorrido no apartamento. Relatos de testemunhas apontam que os moradores não eram vistos desde o último domingo (23).
Segundo Viana, o imóvel não tinha sinais de arrombamento e apenas dois móveis apresentavam possíveis vestígios do crime. O restante da casa, de acordo com o delegado, não apresentava pistas que ajudassem a esclarecer o crime.
Quem era a família
Claudia era médica e trabalhou por cerca de 20 anos como pediatra em uma Unidade Básica de Saúde localizada em Araucária (PR). A atuação profissional fez com que ela se tornasse conhecida na região, aumentando a comoção em torno do caso.
Nas redes sociais, a Secretaria de Saúde do município lamentou a morte da médica e se solidarizou com familiares, amigos e colegas de trabalho.
Marcos Alberto era engenheiro civil e trabalhava com elaboração de projetos de instalações hidrossanitárias, estruturas, coberturas metálicas e sistemas elétricos.
Rafael Furuyama, filho do casal, era estudante.
A Polícia Civil investiga o caso para esclarecer a dinâmica e as circunstâncias das mortes.





