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Mirelle Pinheiro

Ônibus que matou 10 ao tombar no RJ fazia viagem clandestina, diz ANTT.

O acidente ocorreu por volta das 4h30 deste domingo (16/8), em Petrópolis (RJ). O ônibus havia saído de Belo Horizonte (MG)

16/08/2026 15:33, atualizado 16/08/2026 16:07
Divulgação/CBMRJ
Ônibus que matou 10 ao tombar no RJ fazia viagem clandestina, diz ANTT

De acordo com informações da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), o veículo envolvido no acidente ocorrido por volta das 4h30 deste domingo (16/8), na BR-040, em Petrópolis (RJ), que deixou pelo menos 10 mortos, não estava habilitado para realizar transporte interestadual de passageiros. Segundo a agência, a situação caracteriza a viagem como “clandestina”.

Em nota, a ANTT afirmou que o veículo está registrado em nome da Dinna Ellles Turismo, com comunicação de venda para a PIT Tur Transportes Ltda. Nenhuma das duas empresas está habilitada pela ANTT.

Apesar das empresas citadas, o ônibus que tombou carregava inscrição da empresa Estrela Guia Turismo, apontada como responsável pela viagem. Segundo a agência, a empresa também não foi localizada na lista de empresas habilitadas para realizar transporte interestadual de passageiros.

A ANTT informou, ainda, que o ônibus apresenta adesivo da agência em nome da empresa Samara, que também está inapta.

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“Diante das informações disponíveis até o momento, a operação é caracterizada como transporte clandestino de passageiros”, finalizou a ANTT.

A coluna procurou a Estrela Guia Turismo, mas não houve retorno até a mais recente atualização desta matéria. O espaço segue aberto.

O acidente

Na manhã deste domingo (16), 10 pessoas morreram após o ônibus tombar em Petrópolis, na Região Serrana do Rio de Janeiro (RJ).

No momento do acidente, o coletivo transportava 47 pessoas. O ônibus da empresa Estrela Guia Turismo havia saído de Belo Horizonte (MG) com destino a Copacabana, na zona sul do Rio de Janeiro (RJ).

As vítimas foram encaminhadas para o Hospital Santa Teresa, em Petrópolis, e para os hospitais Adão Pereira Nunes e Getúlio Vargas.

A 105ª Delegacia de Polícia (Petrópolis) investiga o caso.