
Mirelle PinheiroColunas

Mulher vira ré por matar marido na frente do filho em briga por wi-fi
De acordo com a investigação, após o disparo, a mulher tentou simular que a morte teria sido acidental
atualizado
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O Ministério Público do Paraná (MPPR) denunciou Jaqueline Francisca dos Santos Schumann, de 32 anos, por matar o próprio marido, Valdir Schumann, 44, com um tiro de espingarda após uma discussão por causa do wi-fi, na zona rural de Cafelândia, no oeste do estado.
O crime ocorreu em 12 de março deste ano, dentro da casa onde o casal vivia. Segundo a denúncia, a discussão começou enquanto a vítima assistia a um filme.
A mulher teria avisado que desligaria o roteador e a televisão para que todos fossem dormir. Diante da recusa do marido, ela foi até outro cômodo, pegou uma espingarda e atirou contra ele. O homem morreu no local.
Simulação
De acordo com a investigação, após o disparo, a mulher tentou simular que a morte teria sido acidental.
Ela alterou a cena do crime e colocou a arma sobre a cama, numa tentativa de sustentar a versão de que o marido teria atirado contra si mesmo enquanto limpava o equipamento.
A hipótese, no entanto, foi descartada após análise da perícia. O laudo da Polícia Científica apontou inconsistências na versão apresentada.
A vítima era destra, mas foi atingida no braço esquerdo. Além disso, não havia sinais de disparo à curta distância, o que afasta a possibilidade de acidente.
Um dos principais elementos da investigação é o relato do filho do casal, de 13 anos, que presenciou o crime. Ele confirmou ao Conselho Tutelar que a mãe foi a autora do disparo.
Segundo a Polícia Civil, após atirar, a mulher ainda tentou efetuar um segundo disparo, mas a arma falhou.
Motivo fútil
Para o Ministério Público, o homicídio foi cometido por motivo fútil e com recurso que dificultou a defesa da vítima, que estava desarmada.
A denúncia também aponta que o disparo foi feito na presença do filho do casal, o que configura situação de perigo comum.
Além disso, a mulher foi denunciada por fraude processual, por tentar alterar a cena do crime.
A Promotoria pede que a acusada seja levada a júri popular e que seja fixado o pagamento mínimo de R$ 100 mil à família da vítima, como forma de reparação. Ela segue presa preventivamente.
