
Mirelle PinheiroColunas

Motorista de Audi é preso após matar motociclista em rodovia. Veja vídeo
Com o impacto do acidente, a vítima foi arremessada. A moto bateu contra a mureta de proteção e pegou fogo
atualizado
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A Polícia Civil do Paraná prendeu, nesta segunda-feira (6/4), o motorista de um Audi envolvido na morte de um motociclista na BR-277, em Curitiba.
A principal linha de investigação aponta que ele participava de um possível “racha” no momento da colisão. A vítima foi identificada como Guilherme Xavier de Almeida Rocha Lopes, de 30 anos.
O acidente ocorreu na noite de 19 de março. Segundo a polícia, o carro atingiu a moto na traseira em alta velocidade. Com o impacto, a vítima foi arremessada. A moto bateu contra a mureta de proteção e pegou fogo. Guilherme morreu ainda no local.
De acordo com o delegado Edgar Santana, há indícios de que o motorista disputava corrida com outro veículo no momento do acidente. Moradores da região afirmam que o trecho da rodovia é conhecido por registrar rachas, principalmente nas noites de quinta-feira.
Após o acidente, o condutor permaneceu no local e prestou socorro. Ele passou pelo teste do bafômetro, que não indicou consumo de álcool, e acabou liberado. No entanto, ele foi orientado a comparecer à delegacia no dia seguinte, mas não apareceu.
Diante disso, a Polícia Civil solicitou a prisão temporária, que foi autorizada pela Justiça e cumprida posteriormente. O inquérito apura homicídio na direção de veículo automotor.
Caso seja comprovada a participação em racha e a assunção do risco de matar, o motorista pode responder por homicídio doloso. Além da prisão, a Justiça determinou medidas como busca e apreensão e a suspensão do direito de dirigir.
Quem era a vítima
Guilherme trabalhava como supervisor de segurança em um shopping e, após o expediente, fazia entregas.
Na noite do acidente, ele havia saído do trabalho e iniciado a segunda jornada. A defesa do motorista afirma que ele está abalado com o ocorrido e nega qualquer participação em corrida ilegal.
Segundo os advogados, não há, até o momento, comprovação técnica de que o acidente tenha ocorrido durante um racha.
