
Mirelle PinheiroColunas

Moradores denunciam tiro, porrada e sangue em praça de Águas Claras. Veja vídeo
Ao chegar no local, os policiais militares identificaram sinais de confusão, como estilhaços de vidro e marcas de sangue no chão
atualizado
Compartilhar notícia

Moradores de Águas Claras denunciam cenas de violência e desordem em áreas públicas da região. O caso mais recente ocorreu na madrugada desta segunda-feira (6/4), na Praça Tiê, na quadra 101.
Segundo relatos obtidos pela coluna, uma reunião de jovens com consumo de bebida alcoólica e som alto terminou em confusão, com agressões físicas e disparo de arma de fogo. Um morador chegou a filmar parte dos jovens na praça. Eles foram embora em um carro antes da Polícia Militar chegar ao local.
Vizinhos afirmam que episódios como esse têm se tornado frequentes. “Eles aproveitam as praças escuras, bebem, usam droga e ligam aquelas caixas de som”, relatou um morador.
Outros apontam que o problema não se restringe a um único local. “Isso é geral. Na 205 também tem confusão. No geral, todas as quadras estão assim: 206, 204, 203”, disse outro.
Moradores também relatam que, em situações anteriores, os envolvidos costumam deixar o local rapidamente após saberem que a polícia foi acionada.
“Da última vez que chamamos, alguém avisou. A praça esvaziou antes da PM chegar”, contou um residente.
Em nota, a Polícia Militar do Distrito Federal confirmou que foi acionada por volta de 0h30 para verificar uma possível ocorrência de disparos na região.
Ao chegar, os policiais identificaram sinais de confusão, como estilhaços de vidro e marcas de sangue no chão. De acordo com os relatos colhidos no local, houve uma briga entre pessoas que consumiam bebida alcoólica e ouviam música.
Apesar das suspeitas, a PM afirmou que não foi possível confirmar disparo de arma de fogo. Segundo a corporação, o barulho ouvido por testemunhas pode ter sido causado pela quebra de vidros de um veículo envolvido na confusão.
Nenhum dos envolvidos foi localizado, e não houve registro de vítimas no momento da ação. Mesmo sem flagrante, moradores dizem que a sensação é de abandono.
Eles cobram mais iluminação, fiscalização e presença policial nas praças da região.
