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Mirelle Pinheiro

Mangabinha: quem era o bandido morto após se gabar de matar policial.

A Polícia Civil destacou que Mangabinha havia se vangloriado publicamente, há cerca de seis meses, por ter participado dos ataques à polícia

21/11/2025 07:56, atualizado 21/11/2025 10:12
Reprodução/Redes sociais
Luiz Felipe Honorato Romão, o "Mangabinha", era integrante do Comando Vermelho e atuava na Cidade de Deus, entre as áreas conhecidas como Karatê e 13, onde exercia a função de soldado do tráfico, responsável pela segurança das lideranças e dos pontos de venda de drogas

O traficante do Comando Vermelho (CV) Luiz Felipe Honorato Romão (foto em destaque), o Mangabinha, morreu, na manhã desta sexta-feira (21/11), durante operação da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core), da Polícia Civil, na Cidade de Deus.

De acordo com os investigadores, o traficante é apontado como um dos responsáveis pela morte do policial civil José Antônio Lourenço Junior, assassinado em maio durante ação da corporação.

Segundo a corporação, Mangabinha reagiu à tentativa de captura e atacou os policiais, dando início a um confronto.

Ele era considerado um criminoso de alta periculosidade dentro da estrutura do Comando Vermelho (CV) e atuava entre as regiões conhecidas como Karatê e 13, exercendo a função de soldado do tráfico e integrando o esquema de segurança das lideranças e dos pontos de venda de drogas.

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Foragido do sistema prisional, Mangabinha costumava publicar nas redes sociais imagens ostentando fuzis, granadas, rádios comunicadores e mensagens incitando violência armada contra policiais.

Contra ele, pesavam cinco anotações criminais por associação para o tráfico, porte ilegal de arma, tráfico de drogas e resistência, além de dois mandados de prisão em aberto: um por evasão e outro pelo homicídio do policial da Core.

A Polícia Civil destacou que Mangabinha havia se vangloriado publicamente, há cerca de seis meses, por ter participado dos ataques à equipe da Core, ocasião em que o agente José Antônio Lourenço Junior foi morto.

Outros dois envolvidos na morte do policial também já haviam sido neutralizados: Gabriel Gomes da Costa, o Ratomen, gerente do tráfico na Cidade de Deus, e Ygor Freitas de Andrade, o Matuê, chefe do tráfico na Gardênia Azul.

Segundo a corporação, as identificações e decretos de prisão foram resultado direto do trabalho investigativo da Delegacia de Homicídios da Capital (DHC), que comprovou de forma técnica e detalhada a participação dos três criminosos no ataque.