
Mirelle PinheiroColunas

Major da PM acusa superior de xingá-lo em quartel: “Moleque pau no cu”
Segundo o boletim de ocorrência, a situação teria ocorrido na tarde dessa quarta-feira (4/2), em Nova Mutum (MT)
atualizado
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Um major da Polícia Militar de Mato Grosso (PMMT) registrou um boletim de ocorrência nessa quarta-feira (4/2), denunciando ter sido vítima de constrangimento ilegal, injúria e abuso de autoridade dentro de uma unidade militar, em Nova Mutum, por parte de um superior.
Conforme o relato de Raimundo Rafael Barbosa Neto, integrante do 14º Comando Regional,o major Luiz Paulo Pereira Peçanha teria xingado a vítima de “moleque pau no c*”, durante uma conversa em particular.
De acordo com o registro, a situação ocorreu nessa quarta (4), quando Barbosa Neto cumpria jornada extraordinária no plantão do 26º Batalhão da Polícia Militar atuando no serviço operacional.
Por volta das 15h30, ele teria ido às ruas com uma equipe para averiguar uma motocicleta com indícios de irregularidades. No local indicado, foi constatado que o veículo, que estava estacionado sobre a calçada, apresentava divergência de cor em relação ao registro documental e possuía licenciamento vencido desde 2010.
Diante das irregularidades, foi acionado o guincho para remoção da motocicleta, enquanto o auto de apreensão foi lavrado pelo 3º sargento responsável pela ocorrência.
Conversa em particular
Ainda durante os procedimentos, o major Peçanha teria entrado em contato via rádio e determinando que a guarnição retornasse ao batalhão, solicitando a presença de Barbosa Neto.
Segundo as informações que constam no boletim, o encontro entre os oficiais ocorreu na garagem da unidade. Na denúncia, Neto relata que o colega adotou postura exaltada, elevando o tom de voz, fazendo gestos agressivos e proferindo ofensas pessoais e palavras de baixo calão.
“Seu moleque, pau no cu, filho da puta, vai se foder”, teria dito.
Ainda conforme o relato, Peçanha teria afirmado que o major não poderia utilizar viatura, rádio ou atuar operacionalmente, alegando ser o responsável por todas as decisões do batalhão.
A vítima afirmou que manteve postura respeitosa e solicitou que qualquer determinação fosse formalizada por escrito, a fim de evitar constrangimento diante de outros policiais. Mesmo assim, o comportamento agressivo teria persistido, inclusive em outros setores da unidade e na presença de praças e integrantes da Força Tática.
O major relata ainda que cumpriu a ordem recebida, devolvendo o rádio institucional, retirando o colete balístico e solicitando o ajuste das horas de serviço, já que não poderia continuar a jornada extraordinária.
Ao registrar o boletim de ocorrência, Barbosa Neto destacou que a unidade possui sistema de videomonitoramento com captação de áudio e vídeo, o que pode auxiliar na apuração dos fatos.
O caso deverá ser apurado pela Corregedoria da Polícia Militar de Mato Grosso.
A coluna tenta localizar a defesa do PM denunciado. O espaço segue aberto para manifestações.








