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Mirelle Pinheiro

"Magrelo", chefe do TCP que mandava matar e expulsava moradores, é preso.

Policiais apreenderam uma pistola calibre 9 mm, sete carregadores municiados, 76 munições de diferentes calibres e 226 embalagens de droga

20/10/2026 17:47, atualizado 20/10/2026 18:15
Material cedido ao Metrópoles
“Magrelo”, chefe do TCP que mandava matar e expulsava moradores, é preso

A Polícia Civil do Rio de Janeiro (PCERJ) prendeu, na noite dessa segunda-feira (19/10), um homem apontado como chefe do Terceiro Comando Puro (TCP) em Itaperuna (RJ). Conhecido como “Magrelo”, ele é investigado por ordenar homicídios na região e expulsar moradores de áreas sob influência da facção criminosa.

Segundo a investigação, o grupo impõe punições violentas, incluindo disparos contra as mãos das vítimas, como forma de demonstrar domínio territorial.

A prisão ocorreu no bairro Carulas, durante a terceira fase da Operação Caça ao Sicário, realizada por policiais da 143ª Delegacia de Polícia (Itaperuna) e do 29º Batalhão da Polícia Militar (BPM).

Imagens feitas durante a captura mostram o suspeito rindo e mandando “beijinhos” para a câmera.

Na ação, os policiais apreenderam uma pistola calibre 9 mm, sete carregadores municiados, 76 munições de diferentes calibres e 226 embalagens de maconha e com inscrições alusivas ao TCP, além de acessórios para armas de fogo.

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De acordo com as informações de inteligência, o suspeito estaria vindo da cidade do Rio de Janeiro para Itaperuna transportando armas e drogas.

Os policiais localizaram e abordaram um Chevrolet Vectra verde na Rua Carolina Campos. Na ocasião, um dos ocupantes do veículo teria dito “perdi, perdi” e informado que havia uma arma, uma faca e drogas no automóvel.

O motorista do carro foi conduzido à 143ª DP, onde a ocorrência foi registrada. Segundo a PCERJ, os dois vão responder por tráfico de drogas, associação para o tráfico e porte ilegal de arma de fogo de uso restrito.

O delegado José Paulo Pires, responsável pela investigação, afirmou que a força-tarefa já identificou lideranças do tráfico ligadas a homicídios na região.

“Muitos inquéritos polícias já estão concluídos e a prisão desse marginais será feita em pouco tempo. Além dos crimes de homicídio e tráfico, esses criminosos responderão pela lei de combate ao crime organizado e pelo crime de domínio social estruturado, cuja pena máxima pode ultrapassar 40 anos”, disse.