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Mirelle Pinheiro

Curso falso de sargento do Exército era usado para comprar armas no RJ.

PCERJ descobre grupo que usava documentos falsificados como carteiras de identidade militar e autorizações para aquisição de armamentos

20/10/2026 15:54, atualizado 20/10/2026 16:12
Material cedido ao Metrópoles
Curso falso de sargento do Exército era usado para comprar armas no RJ

A Polícia Civil do Rio de Janeiro (PCERJ) desarticulou, nesta terça-feira (20/10), um esquema criminoso que simulava a formação de sargentos da reserva do Exército Brasileiro para falsificar documentos militares e facilitar a compra de armas de fogo.

Segundo a corporação, o grupo organizava aulas presenciais e provas para dar aparência de legalidade ao suposto curso. Depois, os investigados obtinham documentos falsificados, como carteiras de identidade militar e autorizações para aquisição de armamentos, com assinaturas forjadas de oficiais.

Após isso, os compradores conseguiam iniciar o processo de aquisição de armas de fogo de uso restrito em estabelecimentos comerciais autorizados.

Além disso, o esquema envolvia a emissão de Certificados de Registro de Armas de Fogo (CRAFs) falsos, usados para permitir a retirada dos armamentos nas lojas.

As investigações identificaram, até o momento, a compra de cinco armas, que custaram aproximadamente R$ 50 mil no total. Foram apreendidas quatro pistolas da marca Glock — três de calibre .40 e uma de 9 mm — e um fuzil Fire Eagle, de calibre 5,56 mm.

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A Justiça decretou o perdimento das armas apreendidas, que poderão ser utilizadas pela Polícia Civil.

Investigação

O caso começou após a prisão em flagrante de um homem que comprou uma pistola calibre .40 usando documentos falsos. A partir dessa ocorrência, os investigadores analisaram outras aquisições e identificaram pessoas que utilizavam documentos com o mesmo padrão de falsificação.

A apuração avançou até a identificação da estrutura do suposto curso, incluindo a realização de aulas e provas. De acordo com a Polícia Civil, o Exército Brasileiro confirmou oficialmente que os documentos apresentados eram falsos e que as autorizações de compra de armas não existiam.

A Justiça também determinou três prisões temporárias. Duas delas já foram cumpridas, totalizando três presos até o momento.

A operação foi realizada por policiais da Delegacia Especializada em Armas, Munições e Explosivos (Desarme), com apoio de militares da 1ª Região Militar do Exército.