Mirelle Pinheiro

Mãe e padrastos são presos suspeitos de agredir criança até a morte

O crime ocorreu em agosto deste ano, em Belo Horizonte (MG). O casal foi preso nessa quarta (16/10), após a mulher confessar o espancamento

atualizado

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Wey Alves/Especial Metrópoles
Imagem mostra criança segurando urso de pelúcia
1 de 1 Imagem mostra criança segurando urso de pelúcia - Foto: Wey Alves/Especial Metrópoles

Uma mulher de 24 anos e o companheiro dela, de 39, foram presos pela Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), nessa quarta-feira (16/10), suspeitos de tirar a vida de um menino de nove anos, filho e enteado dos investigados.

O crime ocorreu em agosto deste ano, em Belo Horizonte (MG), no bairro Conjunto Esperança. As prisões temporárias foram decretadas após a mulher confessar ter agredido o filho, o que, segundo as investigações, resultou no óbito.

De acordo com o delegado Evandro Nascimento Radaelli, responsável pelo caso na Delegacia Especializada de Homicídios Barreiro, as apurações tiveram início logo após a morte da vítima, no hospital para onde foi levada com diversos ferimentos e quadro de hemorragia.

Segundo o delegado, as investigações apontaram que o menino foi agredido pela mãe e pelo padrasto. “A mulher confessou que, no dia da morte, havia feito uso de cocaína e acabou, nas palavras dela, ‘passando do ponto’. Já o homem, embora negue participação, foi identificado como conivente com as agressões e omisso diante das violências cometidas”.

Maus-tratos e abandono

O delegado destacou, ainda, que os levantamentos do Departamento Estadual de Investigação de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) revelaram um histórico de maus-tratos e abandono.

“Ficou claro que o casal obrigava as crianças a mentir sobre as lesões, inventando histórias, como quedas na escola, para justificar as dores e os machucados”, revelou Evandro Radaelli.

“Além disso, havia negligência: o menino de 9 anos cuidava sozinho dos irmãos, de 6 anos e de 6 meses, enquanto os adultos faziam uso de drogas”, completou.

A Polícia Civil aguarda o resultado do laudo de necrópsia da vítima, elaborado pelo Instituto Médico-Legal (IML), e segue com outros levantamentos para apurar a motivação exata do crime e outras possíveis responsabilidades.

“O caso ainda está em andamento, mas já é possível afirmar que a morte da criança foi consequência direta das agressões sofridas”, finalizou Radaelli.

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