Mirelle Pinheiro

Estagiária vaza operação e ajuda fuga de criminosos do PCC

A estudante atuava na Vara Criminal de Naviraí (MS), onde tramitava o processo da operação policial

atualizado

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Imagens coloridas mostram 3 pichações com a sigla PCC em uma parede cinza: letras nas cores amarelo, vermelho e preto
1 de 1 Imagens coloridas mostram 3 pichações com a sigla PCC em uma parede cinza: letras nas cores amarelo, vermelho e preto - Foto: Arte/Metrópoles

Uma estagiária da Vara Criminal de Naviraí (MS) é investigada por vazar informações sobre uma operação policial para criminosos do Primeiro Comando da Capital (PCC). Ela foi alvo da Operação Argos Panoptes, nessa terça-feira (14/10).

De acordo com a Polícia Civil do Mato Grosso do Sul (PCMS), as investigações que culminaram na ofensiva tiveram início após a Operação Adsumus – Fase 2, deflagrada no último dia 7 de outubro.

Após averiguar dispositivos eletrônicos apreendidos com os alvos, que são integrantes da facção, os investigadores descobriram que a jovem havia repassado informações confidenciais à sua irmã, que atua como advogada. A mulher, por sua vez,  avisou seu irmão sobre a operação — ele disseminou os detalhes da ação policial em grupos em que os criminosos estavam.

No dispositivo periciado, os investigadores localizaram um grupo de mensagens que reunia integrantes e simpatizantes da organização criminosa PCC, onde foram encontradas informações detalhadas sobre a data da operação e sobre o uso de um helicóptero policial.

O irmão das envolvidas é conhecido no meio policial por envolvimento com o tráfico de drogas e por ser simpatizante da facção criminosa PCC.

A operação

A ação contou com o apoio da Delegacia Regional, da Delegacia de Atendimento à Mulher (DAM) e da própria 1ª DP de Naviraí, e teve como objetivo cumprir três mandados de busca e apreensão domiciliar.

A unidade policial ressaltou que, embora quatro pessoas tenham sido presas em flagrante por tráfico de drogas durante a Adsumus – Fase 2, o vazamento das informações prejudicou os trabalhos investigativos, já que alguns alvos não foram localizados em suas residências, e outros, previamente alertados, conseguiram apagar dados de seus celulares.

Diante dos fatos, a autoridade policial instaurou inquérito policial para apurar as responsabilidades.

Os três suspeitos envolvidos no vazamento das informações são investigados por crimes relacionados a organizações criminosas.

Significado do nome da operação

O nome Argos Panoptes faz referência a um personagem da mitologia grega — um gigante dotado de centenas de olhos espalhados pelo corpo, capaz de manter-se sempre vigilante, mesmo durante o sono, ao alternar quais olhos permaneciam abertos. Por esse motivo, Argos simboliza a vigilância constante, sendo considerado o guardião que nada deixa escapar de sua observação.

Assim, o nome foi escolhido pela Polícia Civil para representar o trabalho minucioso e atento das equipes envolvidas na investigação, que buscam esclarecer o vazamento de informações sigilosas e garantir a integridade das ações policiais futuras.

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