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Apuração pelo Brasil

Mirelle Pinheiro

Líder do CV é condenado a 133 anos por matar quatro: "Extrema violência"

Marcos Leandro de Mello Seixas, conhecido como “Ere”, teria atirado nas vítimas por elas morarem em uma área dominada pelo TCP, facção rival

05/10/2026 07:15
Divulgação
Líder do CV é condenado a 133 anos por matar quatro: “Extrema violência”

Um homem apontado como líder do Comando Vermelho (CV) na região de Três Rios, no Rio de Janeiro (RJ), foi condenado a 133 anos e quatro meses de prisão por matar três pessoas em outubro de 2019. Segundo o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), Marcos Leandro de Mello Seixas, conhecido como “Ere”, atirou contra as vítimas, que viviam em uma área dominada pelo Terceiro Comando Puro (TCP).

O julgamento, realizado em Três Rios no último dia 1º e divulgado nesse sábado (3/10), condenou Marcos por quatro homicídios e duas tentativas de homicídio.

O crime

Conforme aponta a denúncia, na madrugada de 27 de outubro de 2019, em Comendador Levy Gasparian, seis pessoas retornavam de um baile funk em três motocicletas quando foram surpreendidas por três homens em uma Fiat Toro, na Estrada União e Indústria. Ere estava no banco do carona e, junto com outro homem que ocupava o banco traseiro, efetuou diversos disparos contra o grupo.

As vítimas foram identificadas como Fábio de Figueiredo Gomes Júnior, João Victor Sardinha Pinto, Gabriel Santiago Rogério Guimarães e Maicon Douglas Ferreira Guedes. O último chegou a ser socorrido, mas morreu pouco depois.

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Outras duas vítimas que estavam com o grupo conseguiram escapar ao cair da motocicleta durante o ataque e correram para um matagal, onde permaneceram escondidas até a fuga dos autores.

As vítimas moravam no bairro Barros Franco, em Três Rios, apontado como área de domínio do Terceiro Comando Puro (TCP). Marcos, por sua vez, era responsável pela distribuição de drogas do Comando Vermelho em Três Rios e Comendador Levy Gasparian. A rivalidade entre as duas facções foi apontada pelo MPRJ como o motivo torpe para a prática dos crimes.

A condenação

O Conselho de Sentença reconheceu a prática dos quatro homicídios e das duas tentativas de homicídio, todos qualificados pelo motivo torpe.

“Foi um ataque de extrema violência contra seis pessoas que retornavam de um momento de lazer e foram surpreendidas durante o trajeto. Quatro vidas foram perdidas e duas vítimas conseguiram sobreviver. A condenação representa uma resposta a crimes praticados no contexto de disputas entre organizações criminosas e, sobretudo, às vítimas e aos familiares que convivem há anos com as consequências dessa violência”, afirmou a coordenadora Simone Sibílio, coordenadora do Grupo de Atuação Especializada no Tribunal do Júri do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (Gaejur).