DVD, do Vasco, e Hayner, do Vila Nova, são alvo de buscas por tráfico.
Os atletas foram alvo de busca e apreensão nesta segunda (31/8), sob suspeita de ligação com grupo envolvido com tráfico de drogas e armas

Foi deflagrada nesta segunda-feira (31/8) a Operação A Tropa, para investigar organização criminosa interestadual por envolvimento com o tráfico de drogas e armas, além de possíveis vínculos com facção criminosa. Entre os alvos de mandados de busca e apreensão, estão os jogadores de futebol David Corrêa (foto à esquerda), atacante do Vasco da Gama conhecido como DVD, e Hayner Monjardim (foto à direita), lateral-direito do Vila Nova. Ambos são capixabas e têm 30 anos.
A operação, que teve como base investigações da Polícia Civil do Espírito Santo (PCES), cumpriu mandados em municípios da Grande Vitória e em Afonso Cláudio, no ES, além de endereços no Rio de Janeiro, em São Paulo, em Goiás e no Distrito Federal.
No Rio, os investigadores estiveram na residência de David e no Centro de Treinamento do Vasco da Gama.
Hayner recebeu os investigadores em sua residência, e foram feitas buscas também em seu armário pessoal no Centro de Treinamento Vila do Tigre.
Entre no canal de WhatsApp da Coluna Mirelle PinheiroA ação policial apura a atuação do grupo, que possui ramificações em diferentes estados. Segundo as diligências policiais, também são analisados possíveis envolvimentos de atletas profissionais e empresários com a organização.
No Rio de Janeiro, a ação é coordenada pela 14ª DP (Leblon), com apoio da Delegacia de Repressão a Armas e Explosivos (Desarme) e de outras unidades do Departamento-Geral de Polícia da Capital (DGPC).
A operação integra atuação conjunta entre as polícias civis dos estados para o cumprimento de medidas judiciais e o combate a organizações criminosas com atuação interestadual.
Procurado pelo Metrópoles, o Vasco da Gama afirmou que colabora com as autoridades e aguarda a conclusão das investigações.
Já o Vila Nova Futebol Clube informou que Hayner declarou não ter qualquer envolvimento com atividades ilícitas. Segundo o clube, o jogador acredita que tenha sido incluído entre os alvos da medida judicial em razão de uma amizade de infância com um dos investigados por tráfico de drogas. O suspeito seria oriundo da mesma comunidade em que o atleta cresceu, no Espírito Santo (ES), local também relacionado a outros jogadores que foram alvo da operação.
“O Vila Nova se colocou à disposição das autoridades e da Justiça para contribuir com o esclarecimento de todos os fatos. O clube ressalta que respeita integralmente o devido processo legal, o contraditório e a ampla defesa, princípios fundamentais para a apuração de qualquer situação.”
O clube também afirmou que o lateral-direito segue exercendo normalmente suas atividades. Segundo a nota, ao longo de sua passagem pelo Vila, Hayner sempre demonstrou profissionalismo e cumpriu regularmente suas obrigações, sem dar margem a questionamentos dessa natureza.
“O Vila Nova aguarda os desdobramentos da operação e, a partir dos fatos que forem efetivamente apurados pelas autoridades competentes, tomará as medidas que eventualmente se fizerem necessárias”, declarou.
A PCES informou que quatro mandados de prisão foram cumpridos na operação. Dois deles contra alvos que estavam em liberdade, sendo que um também foi preso em flagrante por posse de arma de fogo. Os outros dois mandados foram cumpridos contra indivíduos que já estavam custodiados no sistema prisional.












