
Mirelle PinheiroColunas

Internado há 3 meses, policial baleado na testa vive saga desafiadora
Baleado quando pilotava um helicóptero na Zona Oeste do RJ, policial passará por cirurgia para colocação de uma prótese craniana
atualizado
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São quase 100 dias desde que o policial Felipe Marques Monteiro foi atingido por um disparo na testa quando pilotava um helicóptero da Polícia Civil do estado do Rio de Janeiro (PCERJ) em uma operação na Zona Oeste do estado.
Internado no Centro de Terapia Intensiva (CTI) desde 20 de março, quando chegou à unidade de saúde em estado grave, Monteiro tem lutado dia após dia pela alta do hospital.
O policial foi submetido a diversas transfusões de sangue, tendo a última sido realizada inclusive, nesta semana.
A situação tornou-se ainda mais delicada com a notícia de que uma prótese craniana terá de ser anexada à cabeça de Monteiro.
Além de lidar com a necessidade do procedimento delicado, a família precisou brigar para conseguir acesso ao dispositivo e ao procedimento.
À coluna, a cunhada do policial, Kenia Marques, informou que o homem já passou por diversos procedimentos, sendo que o último foi uma cranioplastia — cirurgia para o fechamento do crânio.
“Infelizmente, no início de junho, o plano de saúde negou o procedimento. Tivemos que entrar com uma liminar judicial, que foi concedida de forma rápida. No entanto, o plano simplesmente não se manifestou. Diante do silêncio, recorremos às redes sociais; Ontem, graças ao apoio do governador em exercício, conseguimos finalmente a liberação da prótese”, comemorou Kenia.
Mas Monteiro ainda terá de esperar. Isso porque demoram cerca de três semanas até que a prótese seja totalmente confeccionada. “É fundamental que o Felipe esteja bem clinicamente para que a cirurgia possa ser realizada assim que a prótese chegar”, disse a esposa do policial, Keidna Marques.
“O que nos preocupa é, nessa espera, ele acabar piorando ou enfrentando outra infecção, como aconteceu agora. Ele estava bem quando essa nova infecção surgiu, e é justamente esse intervalo que queremos evitar”, completou.
Nessa segunda (25/6), a família informou a necessidade de uma nova mobilização para conseguir bolsas de sangue.
As doações podem ser feitas no Pulsa Rio Niterói (RJ), localizado na Rua Almirante Teffé, 594, Centro.
O disparo
No momento em que foi alvejado, ele pilotava a aeronave do Serviço Aeropolicial da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core).
Diante da situação, o co-piloto assumiu o controle e conseguiu pousar a aeronave com segurança. Monteiro foi socorrido e levado ao Hospital Municipal Miguel Couto, na Gávea, na Zona Sul do Rio, onde passou por cirurgia.
No dia do ocorrido, a Secretaria Municipal de Saúde informou que o estado de saúde de Monteiro era considerado gravíssimo.
A Polícia Civil continua investigando o caso.




