
Mirelle PinheiroColunas

Imagens mostram momento em que homem atira para o alto em Águas Claras. Veja vídeo
Um vídeo gravado por um morador capturou o momento do disparo e filmou o carro dos envolvidos deixando o local
atualizado
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A coluna teve acesso a novas imagens que mostram a confusão registrada em uma praça de Águas Claras, no Distrito Federal (DF), na madrugada dessa segunda-feira (6/4). A gravação registrou o momento em que um tiro é dado por um dos envolvidos na briga. Segundo testemunhas, ele estava descontrolado e carregava um revólver na cintura.
O vídeo, gravado por um morador de um residencial, capturou o momento do disparo e filmou o carro dos envolvidos deixando o local.
O caso foi registrado na Praça Tiê, na quadra 101 de Águas Claras. À reportagem, uma testemunha detalhou as cenas de violência e desordem presenciadas no local.
Relatos obtidos pela reportagem dão conta de que uma reunião de jovens consumindo bebida alcoólica e ouvindo som alto terminou em confusão, com agressões físicas e disparo de arma de fogo.
Segundo a mulher, que preferiu manter a identidade em sigilo por medo de represálias, tudo teria começado após uma batida entre dois veículos.
“Tinha um grupo de jovens na praça ouvindo música e conversando. Quando eles decidiram sair de lá, em dois carros diferentes, não sei se estavam alterados, mas um carro acabou batendo na traseira do outro, então outro grupo que estava estacionado começou a rir da situação. Nisso, um dos meninos que bateu o carro desceu do veículo e partiu para a agressão”, lembrou.
A testemunha contou que o jovem que desceu do automóvel batido estava fora de si. “Outro garoto acabou se envolvendo para defender o amigo, e o descontrolado deu um soco no olho dele e outro em cheio no nariz, o que ocasionou um corte e uma fratura. Os meninos pararam a briga quando viram uma arma na cintura do que estava descontrolado, além de que outro envolvido desceu do carro e deu um tiro para cima.”
Após os disparos, os suspeitos teriam atirado uma garrafa de vidro contra o carro das vítimas. A Polícia Militar foi acionada, mas a equipe não encontrou os envolvidos no local.
“Os meninos até iam esperar a polícia chegar para prestar depoimento, porém o menino que levou o soco no nariz estava sangrando muito e precisou de atendimento médico urgente, pois estava desmaiando. Então eles saíram e logo depois a polícia chegou.”
À coluna, a Polícia Militar do DF informou que foi acionada na madrugada desta segunda (6), por volta das 00h30, para averiguar uma possível ocorrência de disparos de arma de fogo.
“Segundo os relatos colhidos, houve um desentendimento entre indivíduos que faziam uso de bebidas alcoólicas e ouviam música na praça. A discussão evoluiu para agressões físicas mútuas e, durante a confusão, testemunhas ouviram um som semelhante a um estampido, seguido pelo estilhaçamento dos vidros de um veículo pertencente aos envolvidos.”
No ponto indicado, os policiais constataram a presença de estilhaços de vidro e marcas de sangue no solo.
Apesar das varreduras realizadas em toda a área, os envolvidos não foram localizados e nenhuma possível vítima se apresentou à guarnição ou buscou auxílio policial durante a ação.
“Diante da ausência de partes interessadas e de elementos que confirmassem, de forma objetiva, a prática de crime com arma de fogo no momento da abordagem, a ocorrência foi encerrada como averiguação sem constatação de ilícito em flagrante”, informou a corporação.
Denúncias
Moradores denunciam que episódios de conflito, envolvendo vias de fato, têm ocorrido com frequência em áreas públicas da região.
Vizinhos afirmam que episódios como esse têm se tornado frequentes. “Eles aproveitam as praças escuras, bebem, usam droga e ligam aquelas caixas de som”, relatou um morador.
Outros apontam que o problema não se restringe a um único local. “Isso é geral. Na 205 também tem confusão. No geral, todas as quadras estão assim: 206, 204, 203”, disse outro.
Moradores também relatam que, em situações anteriores, os envolvidos costumam deixar o local rapidamente após saberem que a polícia foi acionada.
“Da última vez que chamamos (a polícia), alguém avisou. A praça esvaziou antes da PM chegar”, contou um residente.








