
Mirelle PinheiroColunas

Hungria sobre suspeita de metanol: “Senti gosto de Chevette”. Veja vídeo
Nessa quinta (26/11), o rapper relembrou os sintomas vividos durante os cinco dias em que esteve internado e disse que serviu de alerta
atualizado
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Gustavo da Hungria Neves (foto em destaque), mais conhecido como Hungria Hip Hop, falou, na noite desta quinta-feira (26/11), sobre sua internação no início de outubro deste ano, após apresentar sintomas de intoxicação por metanol. Em entrevista aos apresentadores do podcast PodPah, o rapper relembrou o momento difícil e brincou: “Senti gosto de Chevette”.
Mesmo falando sobre a situação de forma descontraída, o cantor ressaltou que entende a gravidade do que viveu e acredita que serviu de exemplo para outras pessoas. “Entendo que é algo muito sério”, disse.
O cantor deu entrada no Hospital DF Star, em Brasília, na manhã do dia 2 de outubro. Ele apresentava sintomas típicos de intoxicação: forte dor de cabeça, náuseas, vômitos, visão turva e acidose metabólica.
“Vodca como remédio”
“Eu acordei às oito horas da manhã com uma dor abdominal, como se fosse uma dor desviada, mas muito forte. Decidi vomitar, o que já acendeu um alerta, porque eu não sou de vomitar; não é brincadeira, mas, pelo fato dessas paixões por carro, o Chevette, na primeira vomitada, a primeira coisa que veio na minha cabeça foi o Chevette. O gosto todinho de gasolina, de combustível na minha boca”, relembrou.
Após os vômitos, o cantor decidiu ir ao hospital e, quando chegou à unidade de saúde, já estava bem debilitado. “O exame de metanol demora alguns dias para sair, mas, pela experiência do médico, só pela acidez no sangue ele já confirma.”
De acordo com Hungria, após os resultados dos exames, a equipe médica receitou uma dose de vodca para eliminar os efeitos do metanol do organismo. “O que me dão para acabar com o metanol? Vodca! Eu falei: ‘Eu não aguento mais beber hoje, não’. Eu não queria mais ser furado, estava sendo furado demais, então me deram uma dose pura”, brincou.
O rapper contou que foi submetido a sessões de hemodiálise e ficou com os rins parados por 48 horas. “Foi para limpar tudo. Deixar tudo ‘zero bala’.”
Um alerta aos fãs
“Olhando por um lado, isso foi muito bom. Eu fui usado como exemplo para abrir um alerta no Brasil inteiro, no mundo inteiro”, refletiu o rapper.
Ele disse que, após ter alta, ficou receoso de voltar a ingerir bebidas alcoólicas. “Eu via na televisão o tempo todo. Inclusive, duas meninas frequentaram uma balada na cidade em que eu estava, muito próxima daqui (São Paulo), e uma das meninas chegou a falecer, então me deu um alerta muito doido.”
O “positivo”
Apesar de exames terem detectado a presença da substância no sangue do artista, a intoxicação foi descartada. Isso porque o laudou mostrou que Hungria apresentou 0,54 mg/dL de metanol no sangue, nível que é superior ao valor de referência de 0,25 mg/dL. Todavia, o mesmo resultado do exame também indica que, para a concentração ser considerada tóxica, o nível deve estar acima de 20 mg/DL.










