
Mirelle PinheiroColunas

Veja momento em que campeão de pôquer é preso em hotel de luxo. Vídeo
Segundo a Polícia Civil do Mato Grosso, Leandro Zavodini, empresário do ramo de agronegócio, estruturou uma rede sólida de furto de energia
atualizado
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A coluna teve acesso exclusivo a imagens que mostram o momento da prisão de Leandro Zavodini (foto em destaque), o campeão de pôquer e empresário do ramo do agronegócio investigado por estruturar um esquema sofisticado de furto de energia.
O homem foi localizado na madrugada desta quinta-feira (27/11), no Sheraton São Paulo WTC Hotel, hotel cinco estrelas de alto padrão localizado em São Paulo (SP), na Avenida das Nações Unidas.
No momento em que foi abordado, o empresário tinha trocado de camisa e se preparava para deixar o local.
Dono de fortuna
Zavodini é um empresário amplamente conhecido no Mato Grosso. Ele é proprietário da Agrícola Maripá, que tem sede em Lucas do Rio Verde (MT), um dos maiores polos de produção de soja do país.
Além dos milhões oriundos da empresa, entre novembro de 2024 e novembro deste ano, Zavodini embolsou quase R$ 6 milhões em torneios de pôquer.
A coluna apurou que o homem venceu, em novembro do ano passado, o maior prêmio da história do pôquer brasileiro até aquele momento, quando embolsou R$ 3,5 milhões.
Já no último dia 20, mais um prêmio milionário foi conquistado por ele. Desta vez, o empresário do agro arrecadou R$ 2,2 milhões no torneio de R$ 250k Super High Roller.
O esquema criminoso
Investigações indicam que um grupo ligado a Zavodini estruturou um sistema altamente elaborado para burlar o consumo real de energia de empresas que possuem grande movimentação financeira.
Batizada de Ignis Justiça, a operação desmantelou o esquema sofisticado de furto de energia, corrupção, estelionato (pela adulteração do sistema de medidor), fraude processual e corrupção, envolvendo o empresário de Lucas do Rio Verde e empresas ligadas a ele dentro e fora do município.
Na operação, foram cumpridos oito mandados de busca e apreensão e três mandados de prisão preventiva contra quatro investigados. Entre os alvos estão um engenheiro, um ex-funcionário da concessionária de energia e um empresário do agronegócio, que atuavam na manipulação profissional dos sistemas.
Prejuízo milionário
Durante a investigação, foi constatado que o crime foi cometido em continuidade delitiva, ou seja, se estendeu por um período prolongado e não em um único ato isolado. Desta forma, o faturamento que deveria retornar à concessionária e à população estava sendo desviado em benefício privado, alimentando o esquema criminoso.
Segundo a delegada responsável, Paula Moreira Barbosa, o dinheiro que deveria fortalecer o sistema energético estava sendo drenado para financiar irregularidades dentro dessas empresas.
“Não é um furto simples. Estamos diante de um crime altamente profissionalizado que gera impacto econômico milionário. Agora, com a materialização completa das provas, seguimos para aprofundar a investigação e identificar possíveis ramificações desse esquema”, destacou a delegada.
Ainda de acordo com a delegada, casos de furto de energia em grande escala vêm sendo investigados em diversos municípios mato-grossenses. A diferença, neste caso, é a sofisticação e o nível técnico da operação criminosa, que utilizava profissionais qualificados e conhecimento interno para sustentar o esquema.
“É um crime grave, que prejudica a concessionária, a população e gera perdas gigantescas. A Polícia Civil continuará firme no combate a esse tipo de fraude”, finalizou a delegada.






