
Mirelle PinheiroColunas

Herói do Bope: veja o sargento salvando colega antes de morrer no RJ. Veja vídeo
O policial resgatado sobreviveu. Horas depois, Cleiton seria atingido durante outro confronto na mata do Complexo da Penha, no RJ
atualizado
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Um vídeo divulgado nas redes oficiais do governo do Rio, na manhã desta segunda-feira (3/11) mostra parte do drama vivido pelos policiais que participaram da megaoperação nos complexos do Alemão e da Penha (RJ) na última terça-feira (28/10).
As imagens, registradas pelas câmeras corporais e compartilhadas nesta segunda-feira (3/11), mostram policiais descendo a comunidade com colegas feridos nos braços, improvisando macas e realizando torniquetes para estancar hemorragias, enquanto tiros ecoam ao redor.
O registro destaca a atuação do sargento Cleiton Serafim Gonçalves, do Bope, que aparece carregando um colega baleado morro abaixo, sem apoio de blindados.
Nas gravações, é possível ouvir policiais avisando que o terreno não permitia que os veículos avançassem: “O blindado não sobe aqui, vamos ter que descer com ele!”, alerta um dos PMs.
O policial resgatado sobreviveu. Horas depois, Cleiton seria atingido durante outro confronto na mata do Complexo da Penha. Ele não resistiu.
O governo do estado escreveu que Cleiton e os demais policiais mortos “deram a vida em nome da missão de combater o crime”. No vídeo, o texto destaca que os PMs “escolheram arriscar as próprias vidas para salvar os colegas de farda sob fogo cruzado”.
“O verdadeiro herói é aquele que não abandona o amigo ferido. O nome deles, o sacrifício deles, jamais será esquecido.”
A operação mais letal da história do Rio
A megaoperação Contenção teve 121 mortos no total — 117 apontados como integrantes do Comando Vermelho (CV) e quatro policiais. A ação mobilizou cerca de 2,5 mil agentes e, segundo o comando das forças de segurança, evitou que criminosos fugissem pela mata do alto dos complexos.
Cleiton, que estava no resgate de colegas em área de difícil acesso, tornou-se um dos símbolos da ação que o governo chamou de “o maior golpe da história contra o CV”.
