Grupo que vende dados pessoais e cartões clonados é alvo da PCERJ.
Um homem apontado como coordenador do esquema criminoso foi alvo de busca e apreensão na manhã desta segunda-feira (10/8)

A Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro (PCERJ) deflagrou, nesta segunda-feira (10/8), a Operação Caixa-Preta, contra grupo especializado na criação de sites usados para a comercialização de dados pessoais para a prática de crimes. Um mandado de busca e apreensão foi cumprido contra Leonardo Gonçalves Amorim (foto em destaque), apontado como um dos principais envolvidos no esquema.
Segundo as investigações, Leonardo coordenava um conglomerado de sites utilizado para a prática de diferentes crimes. A plataforma seria usada para comércio de dados sigilosos, compra de bases de dados, venda de cartões de crédito clonados e comercialização de aplicativos conhecidos como “checkers”.
Esses aplicativos são utilizados para identificar vulnerabilidades em sistemas de instituições bancárias e obter informações sobre correntistas que podem ser utilizadas na prática de fraudes.
A investigação
A identificação do suspeito ocorreu após trabalho de rastreamento digital e financeiro realizado pela Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI). Os investigadores analisaram registros de transações, dados telemáticos, vínculos entre contas e linhas telefônicas, além do fluxo de valores relacionados ao esquema.
Entre no canal de WhatsApp da Coluna Mirelle PinheiroAs apurações também identificaram empresas registradas em nome de Leonardo que movimentariam valores superiores ao faturamento anual declarado. Segundo a polícia, os recursos transacionados seriam incompatíveis com a capacidade financeira do investigado, indicando possíveis irregularidades nas movimentações.
Leonardo possui outras anotações criminais e responde a procedimentos policiais relacionados a crimes cibernéticos, inclusive em outros estados.
Operação
O mandado de busca e apreensão foi cumprido em um imóvel ligado ao investigado, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. No local, os policiais apreenderam oito celulares, um notebook, diversos cartões bancários e chips de telefone celular ainda íntegros.
A operação é coordenada pela Divisão de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DVRCC), por meio da DRCI.
Segundo a Polícia Civil, a ação também tem como objetivo identificar outros integrantes do grupo, rastrear o fluxo financeiro dos valores obtidos com as fraudes e reunir novas provas para a responsabilização dos envolvidos.





