Mirelle Pinheiro

Golpe do magistrado: criminosos fingem ser juiz para arrancar dinheiro

Segundo as investigações, os criminosos usam foto e nome do juiz para simular a liberação de valores judiciais e obter informações bancárias

atualizado

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Golpes atingem principalmente adultos entre 30 e 59 anos, com maior escolaridade e renda, grupo que concentra uso intenso de aplicativos - Metrópoles
1 de 1 Golpes atingem principalmente adultos entre 30 e 59 anos, com maior escolaridade e renda, grupo que concentra uso intenso de aplicativos - Metrópoles - Foto: Igo Estrela/Metrópoles

Moradores de Corumbá, município do Mato Grosso do Sul (MS), que possuem processos em andamento, têm recebido mensagens enviadas por golpistas a partir de um número desconhecido. Por trás dos textos, os criminosos se passam por um magistrado da comarca local para tentar arrancar dinheiro das vítimas. A Polícia Civil do Estado de Mato Grosso do Sul (PCMS) investiga o caso.

Conforme apontam as investigações, os criminosos utilizam foto e nome do juiz para simular a liberação de valores judiciais e obter informações pessoais, dados bancários e vantagens financeiras indevidas.

Para dar aparência de legitimidade, o perfil do golpista usa a imagem e o nome do magistrado. Em contato direto com as vítimas, eles citam o número do processo, detalham informações e, em seguida, pedem dados pessoais e bancários sob a justificativa de realizar um “cadastro” ou “depósito” referente à suposta liberação de valores.

Segundo a Polícia Civil, trata-se de golpe voltado à obtenção de vantagens financeiras indevidas, envolvendo falsidade ideológica, uso indevido de imagem e tentativa de estelionato.

As investigações para a identificação e localização dos autores estão sendo conduzidas pela delegacia local e os autores serão responsabilizados conforme a legislação penal vigente.

Pronunciamento do TJMS

O Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso do Sul publicou nota oficial esclarecendo que magistrados não mantêm contato direto com partes ou advogados por aplicativos de mensagens ou redes sociais para tratar de questões financeiras, valores processuais ou dados bancários.

A recomendação é para que a população ignore esse tipo de mensagem. A nota pode ser consultada no site oficial do TJMS.

A Polícia Civil orienta aos moradores que não forneçam informações sensíveis por aplicativos, não enviem fotos de documentos, comprovantes ou dados bancários e em casos de contatos suspeitos procurem imediatamente a delegacia mais próxima para denunciar.

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