
Mirelle PinheiroColunas

Gaeco investiga facção que comandava crimes de dentro de presídios
A Operação Intramuros teve início em novembro de 2025, quando foram cumpridos mandados contra integrantes da mesma facção
atualizado
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O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) deflagrou, na manhã desta quarta-feira (25/3), a segunda fase da Operação Intramuros, voltada ao combate de uma facção criminosa que atuava de dentro e fora de presídios no estado.
A ação é conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), com apoio do Grupo Estadual de Enfrentamento a Facções Criminosas (Gefac).
Ao todo, são cumpridos 12 mandados de prisão preventiva e 15 de busca e apreensão, expedidos pela Vara Estadual das Organizações Criminosas.
As ordens judiciais são executadas simultaneamente nos municípios de Lages, Chapecó, Florianópolis, Caçador, Videira e Curitibanos.
As investigações tiveram início após um trabalho conjunto com a inteligência da Polícia Penal, que identificou o uso de celulares dentro de unidades prisionais para coordenar crimes.
Segundo o Ministério Público, o foco da operação é desarticular a atuação de uma organização criminosa que operava na região serrana e em outras cidades catarinenses.
Os materiais apreendidos durante as diligências serão encaminhados à Polícia Científica para análise pericial, o que deve subsidiar a identificação de novos envolvidos.
O procedimento investigatório segue sob sigilo, e novas informações devem ser divulgadas após a liberação dos autos.
Origem da operação
A Operação Intramuros teve início em novembro de 2025, quando foram cumpridos mandados contra integrantes da mesma facção.
O nome da operação faz referência à atuação do grupo, que, segundo as investigações, comandava crimes de dentro das unidades prisionais com apoio de comparsas em liberdade.
