
Mirelle PinheiroColunas

Filho mata o pai, policial militar, e esconde o corpo por seis anos
Gabriel Maciel, de 33 anos, confessou o crime no momento em que estava sob efeito de entorpecentes
atualizado
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Um homem de 33 anos, identificado como Gabriel Maciel, foi preso pelas Forças de Segurança do Amazonas sob suspeita de matar o próprio pai, José Maciel. A vítima, um policial militar aposentado, estava desaparecida desde 2019, quando tinha 60 anos.
As investigações apontam que o filho teria assassinado o pai de forma brutal e ocultado o cadáver em um local da residência em que ele morava, onde havia grande quantidade de entulhos.
Segundo o delegado-geral adjunto da Polícia Civil do AM, Guilherme Torres, a motivação do crime estaria relacionada à intenção de subtrair duas armas da vítima para comercialização com o tráfico.
A descoberta do crime
O subcomandante-geral da Polícia Militar do Amazonas, coronel PM Thiago Balbi, informou que a corporação foi acionada na manhã de sábado (16/5) para averiguar a denúncia de que um corpo estaria escondido na zona oeste de Manaus. A vítima, policial militar aposentado, estava desaparecida desde setembro de 2019.
Conforme as investigações, José Maciel teria saído de casa para levar mantimentos ao filho, no bairro Nova Esperança.
“Durante a visita, ele foi brutalmente assassinado, e o corpo permaneceu ocultado no local, que apresentava grande quantidade de entulhos, o que exigiu o apoio do Corpo de Bombeiros”, destacou o coronel.
Investigação
Conforme relato da companheira da vítima, José foi até a residência de Gabriel, localizada no bairro Nova Esperança, e não retornou. Na ocasião, ao ser questionado pelos familiares, Gabriel informou que o pai teria viajado. Desde então, a vítima não foi mais vista, e o caso passou a ser tratado como desaparecimento.
O delegado Ricardo Cunha, titular da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), detalhou as investigações e a dinâmica do crime.
“Gabriel, atualmente com 33 anos, é usuário de entorpecentes desde aquela época e havia sido afastado do convívio familiar. O pai era a única pessoa que ainda lhe prestava assistência, levando mantimentos mensalmente e oferecendo algum tipo de sustento”, relatou o delegado.
De acordo com as investigações, Gabriel, supostamente sob efeito de drogas, teria relatado a terceiros arrependimento pelo crime. A informação chegou ao conhecimento da companheira da vítima, que localizou o suspeito nas proximidades da Orla da Ponta Negra, onde ele se encontrava em situação de rua.
No local, Gabriel confirmou o homicídio à madrasta e foi conduzido por ela ao 6º Distrito Integrado de Polícia (DIP). Posteriormente, ele foi encaminhado à DEHS para os procedimentos cabíveis.
“Na especializada, o suspeito confessou o homicídio e indicou aos policiais o local onde o corpo havia sido ocultado. Em razão do lapso temporal, a localização da ossada foi extremamente difícil. O local estava repleto de entulhos e demandou um dia inteiro de trabalho das equipes”, explicou Ricardo Cunha.
A vítima foi enterrada de cabeça para baixo, dentro de uma cisterna, enrolada em uma rede.
O delegado acrescentou ainda que, devido ao uso excessivo de entorpecentes, Gabriel não conseguiu detalhar a dinâmica exata do homicídio nem esclarecer se houve participação de terceiros.
“O inquérito policial seguirá em andamento para esclarecer todos os detalhes do crime. Neste momento, o caso está elucidado, o autor encontra-se preso e a família finalmente poderá dar um sepultamento digno ao ente querido”, concluiu.
Ainda de acordo com a autoridade policial, Gabriel passou por audiência de custódia, teve a sua prisão em flagrante convertida em preventiva e permanece à disposição da Justiça.
