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Mirelle Pinheiro

Falso cafetão fazia ameaças para extorquir vítimas: "Resolver na bala".

A operação Falso Cafetão foi deflagrada pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) nesta quinta-feira (7/5)

07/05/2026 15:18
Material cedido ao Metrópoles
Falso cafetão fazia ameaças para extorquir vítimas: “Resolver na bala”

Um vídeo obtido pela coluna mostra o tipo de ameaça usada pelos investigados da Operação Falso Cafetão para extorquir vítimas que acessavam anúncios falsos de garotas de programa na internet. No registro, os criminosos intimidavam as vítimas com ameaças de morte e suposta ligação com facções criminosas.

A operação foi deflagrada pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) na manhã desta quinta-feira (7/5). Policiais civis da 14ª Delegacia de Polícia do Gama cumpriram dois mandados de prisão preventiva e cinco de busca e apreensão em Porto Alegre (RS), com apoio do Departamento Estadual de Investigações Criminais da Polícia Civil (DEIC) do Rio Grande do Sul.

No vídeo, um dos criminosos exibe uma arma de fogo e cobra pagamento de um dinheiro por um suposto “cancelamento” de encontro com garotas de programa.

“Aí, irmão, você arrumou problema, a garota nossa aí, mano. Certo? Vou dar para você 5 minutos, mano. Você tá resolvendo o cancelamento da garota e tá pagando nós o cancelamento aí, mano. Certo? E tá tirando sua família desse problema aí com o comando, entendeu, irmão? Senão vocês vai resolver com nós é na bala, rapaz”, diz o homem na gravação.

Segundo as investigações, o grupo publicava anúncios falsos de acompanhantes em plataformas na internet. Após o primeiro contato dos interessados, os suspeitos se passavam por cafetões ligados ao crime organizado e enviavam mensagens de intimidação, cobranças e ameaças violentas para obrigar as vítimas a transferirem dinheiro ou como forma de garantia.

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A Polícia Civil identificou ao menos cinco vítimas no Gama e em outras regiões do Distrito Federal. Os valores cobrados pelos criminosos variavam entre R$ 500 e R$ 1 mil.

De acordo com os policiais, os suspeitos abordavam entre 50 e 100 pessoas por mês, o que teria gerado lucro estimado entre R$ 10 mil e R$ 15 mil mensais para o grupo criminoso.