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Mirelle Pinheiro

Falso advogado é preso após dar golpe em sargento da PM

De acordo com a investigação, o suspeito convenceu o policial militar a contratá-lo para intermediar um financiamento

28/07/2026 07:47, atualizado 28/07/2026 08:04
Ilustração / Agência Brasil
Imagem mostra homem com as mãos algemadas na parte de trás do corpo. Ele usa uma camisa preta e uma calça ou short listrado - Metrópoles

Um homem de 39 anos foi preso em Dourados (MS) acusado de se passar por advogado e contador para aplicar golpe de mais de R$ 5,2 mil contra um sargento da Polícia Militar. Segundo a Polícia Civil, além de não possuir registro na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) nem no Conselho Regional de Contabilidade (CRC), o suspeito estava armado com uma pistola de numeração raspada quando foi abordado.

De acordo com a investigação, o golpista convenceu o policial militar a contratá-lo para intermediar financiamento destinado à empresa da qual a vítima é sócia.

Para dar credibilidade ao esquema, afirmou que conseguiria viabilizar recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), mediante a elaboração de um projeto.

Ao longo de cerca de um mês, o sargento realizou transferências que somaram R$ 5.221,50. O valor incluiu pagamento inicial de R$ 4,5 mil, além de cobranças posteriores por supostos honorários contábeis e taxas relacionadas à alteração da alíquota da empresa.

Sem qualquer avanço no serviço prometido, o policial decidiu cobrar explicações e exigiu a apresentação dos registros profissionais. Conforme o boletim de ocorrência, foi nesse momento que o investigado admitiu que não era advogado nem contador.

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A vítima passou a exigir o dinheiro de volta, mas, segundo a polícia, o suspeito se recusou a devolver os valores e ainda ameaçou o sargento. Ao levar a mão à cintura, dando a entender que estava armado, acabou sendo imobilizado pelo PM.

Durante a contenção, foi localizada uma pistola calibre 7,65 com a numeração de identificação raspada. Equipes da Polícia Militar foram acionadas e encaminharam o homem para a Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac).

Ele foi autuado por estelionato, ameaça, porte ilegal de arma de fogo e exercício ilegal da profissão. A Justiça converteu a prisão em flagrante em preventiva. Segundo a Polícia Civil, o investigado já possui antecedentes por estelionato e exercício ilegal da profissão.