Ex mata mulher, esconde corpo amarrado em cisterna e registra sumiço
O suspeito foi preso em flagrante em Venâncio Aires (RS). O cadáver estava submerso no reservatório e com um pedra presa ao pescoço

O corpo de uma mulher — que estava desaparecida desde o dia 31 de outubro — foi encontrado amarrado e com uma pedra presa ao pescoço dentro de uma cisterna, na noite desta quarta-feira (4/11), em Linha Cerra dos Bois, Venâncio Aires (RS). O ex-companheiro dela foi preso em flagrante pela Polícia Civil do Rio Grande do Sul (PCRS) por ocultação de cadáver.
Segundo o registro policial, o cadáver estava submerso no reservatório, que estava fechado.
A localização ocorreu após vizinhos perceberem vestígios de sangue na residência e um forte odor nas proximidades.
De acordo com a equipe policial, o próprio suspeito havia registrado o desaparecimento da vítima. Durante a perícia na residência, foram identificados indícios de que a mulher teria sido morta dentro de um dos quartos.
Além disso, os policiais encontraram marcas de sangue e sinais de que o ambiente havia passado por uma tentativa de limpeza. A investigação também apura indícios de que um colchão ensanguentado teria sido queimado pelo suspeito para eliminar provas.
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Após as diligências, o suspeito foi levado à delegacia. Embora estivessem separados havia aproximadamente dois anos, os dois ainda mantinham contato frequente e, inclusive, haviam jantado juntos na noite anterior ao crime.
Inicialmente, o homem negou à polícia que tivesse algum envolvimento na morte. No entanto, diante das contradições identificadas nos depoimentos e nos vestígios encontrados pela perícia, ele acabou confessando que matou a mulher e ocultou o corpo.
Segundo a investigação, o crime teria sido motivado por desentendimentos financeiros entre os dois.
“Além da ocultação de cadáver, são apuradas as circunstâncias do possível feminicídio e a prática, em tese, de fraude processual, considerando as ações destinadas à eliminação de vestígios e o registro de desaparecimento da vítima”, informou a PCRS.
O homem será encaminhado ao sistema prisional e permanecerá à disposição da Justiça.


