Mirelle Pinheiro

“Especialista em autismo”: falsa psicóloga atendia crianças há 3 anos

A mulher se promovia como especialista em Transtorno do Espectro Autista (TEA) e neurodisfunções. Ela usava o registro de outra profissional

atualizado

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A Polícia Civil do Rio Grande do Sul (PCRS) apura a atuação de uma falsa psicóloga que atendia ilegalmente, há três anos, em consultórios localizados em Porto Alegre, Guaíba e Canoas.

Segundo a polícia, a suspeita não tem formação em psicologia, tampouco inscrição no Conselho respectivo.

As investigações apontam que, para conseguir atender sem levantar suspeitas,  a suspeita utilizava o registro profissional de uma psicóloga de Ivoti, município na região metropolitana de RS.

A mulher divulgava, em redes sociais e sites, ser psicóloga clínica, com especialização em neuropsicologia, Transtorno do Espectro Autista (TEA) , Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH), neurodisfunções e neurocomportamental.

A maior parte do público atendido, segundo apurado até o momento, eram crianças. As investigações iniciais indicam que ao menos três crianças teriam sido atendidas pela falsa psicóloga. No entanto, considerando o longo tempo de atuação, estima-se que o número de vítimas pode chegar a centenas.

Operação

Nesta terça-feira (15/7), a Polícia Civil, por meio da 3ª Delegacia de Polícia de Proteção à Criança e ao Adolescente, sob coordenação da Delegada Alice Fernandes, em ação conjunta com a Delegacia de Polícia de Ivoti desencadeou a Operação Superego,  coordenada pelo Delegado Fabio Motta Lopes.

O objetivo é apurar os crimes de falsidade ideológica, exercício ilegal da profissão e estelionato.

Foram cumpridos mandados de busca e apreensão, que resultaram na apreensão de quatro pastas com documentação e recibos de pacientes, receituários, carimbo de psicóloga, agendas com escala de horários de atendimentos, canudo do curso de Psicologia, cartões de visita, fotos profissionais com toga de formatura, dentre outros objetos considerados relevantes para a investigação.

A Polícia Civil orienta que, caso as pessoas se identifiquem com a situação, registrem ocorrência policial na Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento da Divisão Especial da Criança e do Adolescente (Deca), localizada na Av. Augusto de Carvalho, nº 2000, bairro Praia de Belas, Porto Alegre, na Delegada de Polícia Civil mais próxima ou ainda na Delegacia Online.

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