Mirelle Pinheiro

Entregadores, contadores e seguranças: a estrutura de guerra do CV

Grupo investigado operava de maneira estruturada, com hierarquia definida, divisão de tarefas e uso de armamento pesado

atualizado

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Comando Vermelho
1 de 1 Comando Vermelho - Foto: Reprodução

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), por meio da 4ª Promotoria de Justiça de Investigação Penal Especializada do Centro, ofereceu denúncia à Justiça contra 27 integrantes de uma associação criminosa ligada ao Comando Vermelho (CV), que atua no tráfico de drogas na Comunidade dos Tabajaras, em Copacabana e Botafogo, na Zona Sul da capital.

Entre os denunciados estão responsáveis pelo abastecimento e “controle de qualidade” das drogas, pela contabilidade do tráfico, segurança armada dos pontos de venda, logística e até entregadores (“delivery”) de entorpecentes. A atuação da organização envolvia, ainda, ataques a comunidades dominadas por milícias rivais.

Parte do grupo também foi denunciada por latrocínio consumado e tentado contra o policial civil da Coordenadoria de Recursos Especiais (CORE), João Pedro Marquini, e sua esposa, a juíza Tula Corrêa de Mello, em março deste ano. A pedido do MPRJ, o Juízo da 17ª Vara Criminal da Capital deferiu 27 mandados de prisão.

De acordo com as investigações, o grupo operava de maneira estruturada, com hierarquia definida, divisão de tarefas e uso de armamento pesado, incluindo fuzis e artefatos explosivos, para garantir o controle do território e a segurança dos pontos de venda de drogas. As ações criminosas ocorriam nas proximidades de creches, hospitais e áreas de lazer, colocando em risco a população local.

Quatro integrantes do grupo – Walace Andrade de Oliveira, Jefferson Rosa dos Reis, Alexandre Costa de Oliveira e Antônio Augusto D’Angelo da Fonseca – também foram denunciados por latrocínio consumado contra o policial civil João Pedro Marquini Santana e por tentativa de latrocínio contra a juíza Tula Correa de Mello, ocorridos em 30 de março deste ano, na Serra da Grota Funda, em Vargem Grande.

O crime foi cometido com o uso de fuzis calibre 5.56 e teve como motivação a tentativa de fuga e ocultação de crimes praticados anteriormente na Zona Oeste, em confrontos com milicianos.

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