Mirelle Pinheiro

Entenda a difícil missão de prender o traficante Peixão, terror do RJ

Peixão impõe um regime de terror, punindo com a morte aqueles que o desafiam ou desobedecem suas ordens

atualizado

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Álvaro Malaquias Santa Rosa (foto em destaque), conhecido como Peixão, é apontado como um dos traficantes mais procurados do Rio de Janeiro. Líder do Complexo de Israel, que abrange comunidades como Parada de Lucas, Vigário Geral e Cidade Alta, na Zona Norte, Peixão tem sido alvo de diversas operações policiais que, até o momento, não tiveram sucesso.

Peixão implementou um sistema robusto de defesa em seu território. Suas quadrilhas utilizam armamento pesado e tecnologia avançada, incluindo drones para monitoramento e lançamento de granadas contra facções rivais e forças policiais.

Além disso, a instalação de barricadas e até mesmo fossos nas entradas das comunidades dificulta o acesso das autoridades. Em junho de 2023, por exemplo, uma trincheira foi descoberta próxima à Estação Ferroviária de Cordovil, impedindo a passagem de veículos e retardando a entrada policial.

Nessa quarta-feira (12/2), as polícias Civil e Militar realizaram uma operação conjunta após receberem informações de que Peixão estaria escondido na Cidade Alta.

A ação envolveu helicópteros e unidades de elite, resultando em intensos tiroteios que levaram ao fechamento temporário da Avenida Brasil e da Linha Vermelha, principais vias expressas da cidade. Durante o confronto, um helicóptero da PM foi atingido por tiros e precisou realizar um pouso de emergência. Quatro pessoas ficaram feridas na operação.

Perfil

Autointitulado evangélico, Peixão fundou o Complexo de Israel, uma subfacção ligada ao Terceiro Comando Puro (TCP). Ele é conhecido por espalhar símbolos religiosos em seu domínio, como uma grande Estrela de Davi iluminada, visível de longe, e por adotar uniformes inspirados no Exército de Israel para seus subordinados. Seu controle territorial se expandiu nos últimos anos, incorporando comunidades como Cinco Bocas, Pica-Pau e áreas na Baixada Fluminense.

Apesar de acumular 79 anotações criminais e responder a 26 processos no Tribunal de Justiça do Rio, Peixão nunca foi preso. Sua capacidade de escapar das investidas policiais é atribuída a uma combinação de estratégias de defesa bem elaboradas, uso de tecnologia para monitoramento e um sistema de inteligência dentro das comunidades que o alerta sobre operações iminentes.

Além disso, relatos indicam que ele impõe um regime de terror, punindo com a morte aqueles que o desafiam ou desobedecem suas ordens, o que dificulta a obtenção de informações por parte das autoridades.

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