
Mirelle PinheiroColunas

Enchente no RS: quem é Marcelo Caumo, ex-prefeito preso pela PF
O montante inicial dos contratos sob análise soma aproximadamente R$ 120 milhões
atualizado
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Marcelo Caumo, ex-prefeito de Lajeado (RS), foi preso na manhã desta quinta-feira (26/2) durante nova fase da Operação Lamaçal, deflagrada pela Polícia Federal.
A investigação apura suspeitas de irregularidades em contratos firmados após as enchentes que atingiram o Rio Grande do Sul em 2024.
Caumo tem 40 anos e comandou a Prefeitura de Lajeado por dois mandatos consecutivos, entre 2017 e 2024.
Durante sua gestão, ganhou projeção estadual, especialmente na condução de ações de reconstrução após desastres climáticos que atingiram a região do Vale do Taquari.
Após deixar a prefeitura, assumiu a Secretaria Estadual de Desenvolvimento Urbano do Rio Grande do Sul.
Em novembro de 2025, quando a primeira fase da Operação Lamaçal foi deflagrada, Caumo colocou o cargo à disposição. O pedido de exoneração foi aceito após a repercussão do caso.
A investigação aponta possíveis irregularidades em três processos licitatórios realizados pela Prefeitura de Lajeado para contratação de serviços na área de assistência social, incluindo psicólogos, assistentes sociais, educadores sociais e motoristas.
Os contratos foram firmados por dispensa de licitação, sob justificativa de estado de calamidade pública após as enchentes de 2024.
Segundo a Polícia Federal, há indícios de que não teria sido observada a proposta mais vantajosa para a administração pública e de que os valores pagos estariam acima do mercado.
O montante inicial dos contratos sob análise soma aproximadamente R$ 120 milhões.
A prisão decretada é temporária, com prazo inicial de cinco dias, podendo ser prorrogada. Além do ex-prefeito, uma empresária foi presa e uma vereadora foi afastada do cargo.
A atual gestão da Prefeitura de Lajeado declarou que a investigação envolve contratos firmados em períodos anteriores e que vem colaborando com as autoridades.
