
Mirelle PinheiroColunas

PF investiga servidor suspeito de desviar eletrônicos apreendidos
As medidas foram autorizadas pela 4ª Vara Federal Criminal da Seção Judiciária do Pará
atualizado
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A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta quarta-feira (25/2), a segunda fase da Operação Sin Tax para aprofundar as investigações sobre um esquema de desvio e venda ilegal de produtos eletrônicos de alto valor que estavam sob custódia do poder público após apreensões.
As medidas foram autorizadas pela 4ª Vara Federal Criminal da Seção Judiciária do Pará e incluem dois mandados de prisão preventiva, cinco mandados de busca e apreensão e o afastamento cautelar de um servidor público federal investigado por envolvimento direto no esquema.
Segundo a PF, o servidor é suspeito de se aproveitar da função para retirar aparelhos eletrônicos apreendidos, principalmente celulares, e inseri-los novamente no mercado de forma irregular.
As investigações apontam que o grupo criminoso usava empresas de fachada, laranjas e expedientes fraudulentos para ocultar a origem das mercadorias e dos valores obtidos com as vendas.
De acordo com a decisão judicial, há indícios de que servidores públicos teriam facilitado a liberação indevida de cargas apreendidas mediante solicitação e recebimento de vantagens indevidas, o que pode configurar corrupção passiva.
Em contrapartida, integrantes da organização criminosa teriam praticado corrupção ativa ao oferecer pagamentos para viabilizar o esquema.
Durante o cumprimento dos mandados, os policiais apreenderam cinco veículos, quatro deles de luxo, além de dinheiro em espécie, documentos, celulares, computadores e outros materiais que serão analisados.
