Drone flagra alunos com traficante de fuzil e ajudando a erguer barricadas.
As imagens fazem parte do trabalho de inteligência da Delegacia de Repressão a Entorpecentes da Baixada Fluminense (DRE-BF)

Imagens captadas por um drone da Polícia Civil do Rio de Janeiro (PCERJ) durante uma investigação sobre o Terceiro Comando Puro (TCP) mostram alunos reunidos ao redor de um traficante armado com um fuzil na comunidade Buraco do Boi, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. Segundo os investigadores, os estudantes ouviam histórias contadas pelo criminoso e demonstravam admiração por ele.
O monitoramento registrou ainda outra cena que chamou a atenção dos policiais. Nessa quarta-feira (17/9), durante a Operação Tridente, os mesmos alunos, ainda usando uniforme e mochilas, foram flagrados ajudando a montar barricadas utilizadas para dificultar a entrada das forças de segurança na comunidade, de acordo com a Polícia Civil.
As imagens fazem parte do trabalho de inteligência da Delegacia de Repressão a Entorpecentes da Baixada Fluminense (DRE-BF), que passou a monitorar a região para identificar integrantes e a estrutura do TCP. Durante esse acompanhamento, os investigadores também registraram a circulação de criminosos com fuzis em diferentes pontos da comunidade.
A Operação Tridente foi deflagrada para cumprir 27 mandados de prisão por tráfico de drogas contra integrantes da facção. Entre os principais alvos estão Álvaro Malaquias Santa Rosa, o Peixão, apontado como chefe do TCP no Complexo de Israel, e Breno Meireles Rodrigues, o CB, identificado pela investigação como chefe do tráfico no Buraco do Boi.
Também são procurados Thiago da Silva Souza, conhecido como TH ou Zero; Bruno da Conceição Guimarães, o Bigode; Kauã da Cunha Teixeira, o Katiau; e Jackson Douglas de Oliveira Ramos, o Churrasquinho.
Entre no canal de WhatsApp da Coluna Mirelle PinheiroSegundo a investigação, o Buraco do Boi funciona também como uma espécie de refúgio para integrantes do TCP ligados ao Complexo de Israel. Criminosos se deslocariam para a comunidade durante operações policiais realizadas no complexo.
A polícia atribui aos investigados envolvimento com tráfico de drogas, roubos de veículos e cargas e ações armadas. Katiau, por exemplo, é apontado como integrante operacional envolvido em roubos e no abastecimento de pontos de venda de drogas. Churrasquinho seria responsável por roubos e furtos de veículos usados, segundo a investigação, para financiar a facção.
A Polícia Civil afirma que continuará realizando ações na região para localizar os demais procurados e desarticular os pontos de venda de drogas.





