
Mirelle PinheiroColunas

Dragãozinho e Sai da Reta: seguranças de “Matuê” morreram em confronto
O traficante foi localizado nesta quinta-feira (9/10), em uma área de mangue no Campinho, após semanas de buscas
atualizado
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Dois seguranças do traficante Ygor Freitas de Andrade, de 28 anos, conhecido como “Matuê”, também morreram após reagirem à aproximação das equipes policiais e atirarem contra os investigadores. Os criminosos eram faccionados do Comando Vermelho (CV) e atuavam na Zona Oeste do Rio de Janeiro (RJ).
Os comparsas de “Matuê”, que era considerado uma das lideranças da facção criminosa, foram identificados apenas como “Dragãozinho” (foto à esquerda) e “Sai da Reta” (à direita).
A ação policial
Os criminosos foram localizados durante a operação Contenção, nesta quinta-feira (9/10), em uma área de mangue no Campinho, após semanas de buscas.
A ação policial foi deflagrada por equipes da Subsecretaria de Inteligência (Ssinte), da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) e da Delegacia de Repressão a Entorpecentes da Capital (DRE-CAP).
A busca pelo criminoso foi iniciada após informações de inteligência indicarem que o criminoso estava escondido em uma região de mata próxima à Vila do Pan, na Barra da Tijuca.
Conforme a polícia, ele estava ferido e tentava se refugiar em meio ao brejo. Agentes da Core, com apoio aéreo e tático, montaram um cerco na área e localizaram o traficante após horas de buscas.
De acordo com a polícia, Matuê reagiu à aproximação das equipes e acabou sendo neutralizado. No local, foram apreendidas armas e munições, que serão periciadas para confirmar se foram utilizadas em confrontos anteriores.
Quem era o traficante
Segundo a Polícia Civil, Matuê exercia o comando do tráfico de drogas nas comunidades da Gardênia Azul e da Cidade de Deus, áreas que têm sido palco de uma violenta disputa territorial entre facções rivais.
A ficha criminal de Matuê é extensa. Além de comandar pontos de venda de drogas e ordenar ataques a comunidades vizinhas, ele era apontado como o mandante do assassinato do policial civil José Antônio Lourenço, da Core, morto em maio deste ano durante uma operação na Cidade de Deus.
O comandante do Batalhão de Operações Especiais (Bope), tenente-coronel Marcelo Corbage, descreveu o criminoso como “extremamente violento” e responsável por impor o terror nas áreas que controlava. “Ele participava diretamente das ações armadas e planejava ataques a comunidades rivais e às forças de segurança”, afirmou o oficial.
Matuê estava em liberdade desde julho de 2019, após receber indulto judicial. Mesmo com mandados de prisão ativos, conseguiu retomar a liderança do tráfico na Gardênia Azul e fortalecer a presença do Comando Vermelho na região. Desde então, a Zona Oeste vive uma escalada de confrontos, com tiroteios diários e disputas por domínio de território.
Ele era considerado um dos principais articuladores da expansão do Comando Vermelho na Zona Oeste e respondia a diversos mandados de prisão por homicídio qualificado, tráfico de drogas e associação criminosa.




