
Mirelle PinheiroColunas

Veja a “Ferrari das motos” apreendida pela PF em operação do INSS
A moto, conhecida como a “Ferrari das motos”, é um dos símbolos mais desejados do mundo automotivo
atualizado
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Uma Ducati Diavel, avaliada em cerca de R$ 150 mil, foi um dos veículos de luxo apreendidos pela Polícia Federal durante a nova fase da Operação Sem Desconto, deflagrada nesta quinta-feira (9/10).
A ação mira um esquema de descontos indevidos em aposentadorias e pensões e tem como alvo o Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos (Sindnapi), entidade ligada ao irmão do presidente Lula (PT), José Ferreira da Silva, o Frei Chico.
A moto, conhecida como a “Ferrari das motos”, é um dos símbolos mais desejados do mundo automotivo. Produzida pela marca italiana Ducati, a Diavel é sinônimo de potência, exclusividade e status. O modelo combina motor de 1.200 cilindradas, aceleração de esportiva e design robusto.
A PF e a Controladoria-Geral da União (CGU) não divulgaram o nome do proprietário da Ducati, mas confirmaram a apreensão de uma frota com 27 veículos de luxo, entre eles uma Ferrari, um Mini Cooper, Jeeps, um Porsche, um Audi e um Volvo, além uma arma de fogo, munições, R$ 135,8 mil em espécie e mais de 30 relógios, entre eles peças de luxo avaliadas em até R$ 100 mil. Aparelhos eletrônicos, como celulares e notebooks também foram confiscados. O material recolhido será submetido à perícia.
A farra do INSS
A Operação Sem Desconto, conduzida pela PF em parceria com a CGU, apura um esquema nacional de descontos associativos não autorizados em benefícios do INSS, revelado com exclusividade pelo Metrópoles.
Segundo a investigação, o Sindnapi arrecadou R$ 259 milhões entre 2019 e 2024 através de mensalidades e convênios com o INSS. Parte dos valores teria sido desviada por meio de empresas de fachada e contratos simulados.
Os mandados de busca e apreensão foram expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e cumpridos em oito estados e no Distrito Federal, incluindo São Paulo, Bahia, Pernambuco e Rio Grande do Norte.
Além das apreensões, os investigadores apuram inserção de dados falsos em sistemas oficiais, formação de organização criminosa e lavagem de dinheiro.


















