Mirelle Pinheiro

Dinheiro jogado pela janela fecha cerco a ex-chefe da Rioprevidência. Veja vídeo

Além da mala, os policiais apreenderam dois veículos de luxo e celulares, que serão submetidos à perícia

atualizado

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Polícia Federal
terceira fase da Operação Barco de Papel
1 de 1 terceira fase da Operação Barco de Papel - Foto: Polícia Federal

A Polícia Federal (PF) apreendeu uma mala com dinheiro em espécie arremessada da janela de um apartamento em Balneário Camboriú (SC) durante a terceira fase da Operação Barco de Papel. O material está ligado ao ex-presidente da Rioprevidência, Deivis Marcon Antunes, preso desde a semana passada.


Segundo a PF, a ação desta quarta-feira (11/2) é um desdobramento das fases anteriores da investigação e tem como objetivo principal localizar e recuperar bens, valores e objetos que teriam sido ocultados após Deivis se tornar alvo da operação, em uma tentativa de dificultar a coleta de provas e o rastreamento patrimonial.

No momento em que os policiais chegaram ao imóvel em Balneário Camboriú, um dos ocupantes lançou uma mala cheia de dinheiro pela janela do apartamento. O valor ainda está em fase de contabilização.

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Além da mala, os policiais apreenderam dois veículos de luxo e celulares, que serão submetidos à perícia.

A Justiça Federal autorizou os mandados de busca com base em indícios de que pessoas próximas ao ex-dirigente estariam retirando documentos, transferindo bens e reorganizando patrimônio para impedir o avanço da investigação.

Banco Master

Deivis Marcon Antunes é apontado como o principal responsável por autorizar e conduzir aplicações de alto risco da Rioprevidência em Letras Financeiras emitidas pelo Banco Master, instituição posteriormente liquidada pelo Banco Central.

Entre novembro de 2023 e julho de 2024, cerca de R$ 970 milhões do fundo de aposentadoria dos servidores do Rio de Janeiro teriam sido direcionados para esses papéis.

Para os investigadores, os investimentos foram aprovados sem respaldo técnico compatível com a natureza conservadora exigida de um fundo previdenciário, o que pode ter exposto recursos públicos a risco elevado.

A prisão de Deivis, ocorrida na segunda fase da operação, não se restringe às decisões financeiras. A PF sustenta que ele teria atuado para obstruir a investigação, inclusive com apagamento de dados, remoção de documentos físicos e tentativa de ocultação de patrimônio.

A Polícia Federal segue analisando o material apreendido e apurando quem auxiliou o ex-presidente na movimentação e ocultação dos bens, além de investigar se houve recebimento de vantagens indevidas em troca da aprovação das aplicações.

Deivis permanece preso e à disposição da Justiça.

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