
Mirelle PinheiroColunas

Dentista investigada por deformar pacientes responde a 15 processos. Veja vídeo
CRO-ES afirma que influencer não possui habilitação para realizar determinados procedimentos de cirurgia estética orofacial
atualizado
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A dentista e influenciadora digital Mariana Barros Laranja Roeder (foto em destaque), de 44 anos, investigada após pacientes relatarem deformidades faciais, infecções graves e sequelas permanentes decorrentes de procedimentos estéticos realizados em Vila Velha (ES), responde a 15 Processos Ético-Disciplinares no Conselho Regional de Odontologia do Espírito Santo (CRO-ES). A informação foi confirmada pelo órgão à coluna nesta sexta-feira (29/5).
Segundo o CRO-ES, os processos incluem casos já concluídos e outros ainda em tramitação. O órgão informou que o conteúdo dos procedimentos é sigiloso por envolver dados pessoais e informações sensíveis de pacientes.
A manifestação do conselho ocorre após a repercussão do caso envolvendo Mariana que foi indiciada pela Polícia Civil do Espírito Santo (PCES) junto com o sobrinho, Nathan Laranja Roeder Holz, de 25 anos. Três pacientes denunciaram ter sofrido complicações após se submeterem a procedimentos de “mini lifting facial” na clínica da profissional.
De acordo com o CRO-ES, Mariana não possui a especialidade de Cirurgia Estética Orofacial (CEOF) e, por isso, não está autorizada a realizar determinados procedimentos cirúrgicos estéticos da área. Entre eles estão o lip lifting, corner lifting, reconstruções labiais e queiloplastia.
Em imagens divulgadas nas redes sociais, a dentista aparece realizando uma cirurgia “completa de face” dentro de um centro cirúrgico, ao lado de outros profissionais.
Além disso, o conselho informou que realizou, nessa quinta-feira (28), uma nova ação de fiscalização na clínica da dentista, em conjunto com a Vigilância Sanitária.
Durante a inspeção, os fiscais identificaram irregularidades relacionadas ao alvará sanitário e à publicidade profissional. A dentista foi notificada a remover, no prazo máximo de 15 dias, imagens e conteúdos que mostrem a execução de procedimentos, especialmente aqueles para os quais não possui autorização legal.
Relembre
O caso é investigado pelo 6º Distrito Policial de Vila Velha (ES). Segundo a Polícia Civil, o inquérito foi concluído em 2 de abril deste ano após representação criminal apresentada por três pacientes que relataram complicações decorrentes dos procedimentos realizados em dezembro de 2025.
As vítimas afirmam ter sofrido deformidades faciais, infecções e sequelas permanentes após as intervenções estéticas.
Mariana e o sobrinho foram indiciados por suposta prática de lesão corporal culposa, prevista no artigo 129, parágrafo 6º, do Código Penal, por três vezes.
A Polícia Civil informou ainda que o Ministério Público do Espírito Santo (MPES) solicitou diligências complementares antes da devolução do procedimento para análise ministerial.
Em nota à coluna, o MPES informou, por meio da Promotoria de Justiça Criminal de Vila Velha, que acompanha os fatos apurados pela Polícia Civil e analisa os elementos reunidos no inquérito para definir as providências cabíveis no âmbito de suas atribuições.