Mirelle Pinheiro

Delegado do Cão Orelha cita Flávio Bolsonaro e fala de perseguição

Ulisses Gabriel, ex-delegado-geral da PCSC, afirmou que “a livre manifestação do pensamento e posicionamentos está sendo ‘criminalizada'”

atualizado

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Ulisses Gabriel,
1 de 1 Ulisses Gabriel, - Foto: Reprodução/Facebook

Após virar alvo do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), o ex-delegado-geral da Polícia Civil do Estado (PCSC), Ulisses Gabriel, que esteve à frente das investigações da morte do cão Orelha, se pronunciou por meio das redes sociais e afirmou que “a livre manifestação do pensamento e posicionamentos está sendo ‘criminalizada’”.

No texto, ele ainda citou o senador Flávio Bolsonaro (PL). “Minha solidariedade a Flávio Bolsonaro, investigado pelo STF por manifestação contra o atual presidente da República. Não é de hoje, e não é só em Brasília, que a livre manifestação do pensamento e posicionamentos está sendo ‘criminalizada’. Hoje eu passo por isso. Mas seguimos”, escreveu.

O delegado declarou, ainda, que tomou conhecimento da ação por meio da imprensa. “Até o presente momento, não fui formalmente comunicado, tampouco tive acesso ao conteúdo do referido processo, o que me impede de realizar qualquer manifestação específica acerca de fatos ou fundamentos.”

Ele também questionou o fato de o procedimento tramitar sob sigilo e, ainda assim, ter sido divulgado publicamente “antes mesmo da ciência formal da defesa, circunstância que será oportunamente analisada sob os aspectos legais cabíveis”.

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ex-delegado-geral da PCSC e cão orelha
Os suspeitos pela morte do cão Orelha estão sujeitos às sanções do ECA
Caso ocorreu em Florianópolis
Cão Orelha
Cão Orelha recebeu homenagem nas redes sociais
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Os suspeitos pela morte do cão Orelha estão sujeitos às sanções do ECA
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Os suspeitos pela morte do cão Orelha estão sujeitos às sanções do ECA

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Cão Orelha
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Cão Orelha

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Cão Orelha recebeu homenagem nas redes sociais

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O inquérito

A decisão foi tomada após a Promotoria de Justiça analisar supostas irregularidades na atuação do ex-delegado no caso do cão comunitário.

“O MPSC instaurou um procedimento preparatório a partir de diversas representações recebidas contra a conduta do delegado-geral no caso dos cães da Praia Brava, para avaliar a necessidade de instauração de inquérito civil. Após análise jurídica do material recebido, a Promotoria de Justiça evoluiu o Procedimento Preparatório (PP) para um Inquérito Civil”, comunicou, em nota, ao Metrópoles.

Anteriormente, na abertura do Procedimento Preparatório (investigação preliminar que apura irregularidades), o MPSC justificou que o delegado virou alvo de investigações após o recebimento de diversas representações questionando a conduta do então chefe da Polícia Civil no curso das apurações.

“Reafirmo meu compromisso com a legalidade, com a transparência e com o estrito cumprimento da lei, princípios que sempre nortearam minha atuação na vida pública, motivo pelo qual recebo com absoluta tranquilidade qualquer apuração, certo da lisura de minha conduta”, disse Ulisses.

Relembre o caso

O caso do cão Orelha ganhou grande repercussão após o cachorro comunitário ser brutalmente agredido por um grupo de adolescentes. O animal foi resgatado por moradores no dia seguinte ao ataque; no entanto, não resistiu aos ferimentos e morreu em uma clínica veterinária.

A PCSC concluiu a investigação em 3 de fevereiro e, no desfecho do inquérito policial, foi solicitada a internação de um dos adolescentes, enquanto três adultos foram indiciados por coação no curso do processo, suspeitos de tentar interferir nos depoimentos.

Ao todo, quatro adolescentes foram formalmente representados. Por envolver menores de idade, o procedimento tramita em segredo de Justiça, conforme informou o Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC).

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