Mirelle Pinheiro

Como funcionava a pirâmide que fez R$ 7 milhões em vítimas no Rio. Veja vídeo

O modelo seguia o padrão clássico de pirâmide com promessa de rendimentos mensais de até 3%

atualizado

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1 de 1 pcerj-rio - Foto: PCERJ/Divulgação

Um esquema de pirâmide financeira, baseado em empresas de fachada e promessas irreais de lucro, é alvo de operação da Polícia Civil do Rio de Janeiro (PCERJ), na manhã desta sexta-feira (174), e de denúncia do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), que aponta prejuízo superior a R$ 7 milhões a dezenas de vítimas.

Ao todo, 11 pessoas foram denunciadas por organização criminosa, estelionato e crimes contra a economia popular. Parte delas foi presa nesta sexta.

De acordo com a investigação, o grupo criou pelo menos 19 empresas, principalmente ligadas aos grupos LGO e A&C, que operavam no mesmo endereço, no Centro do Rio.

Essas empresas não tinham autorização para atuar no mercado financeiro e eram constantemente substituídas quando começavam a chamar atenção de autoridades ou acumular ações judiciais.

A estratégia permitia manter o esquema ativo mesmo sob investigação.

O modelo seguia o padrão clássico de pirâmide com promessa de rendimentos mensais de até 3%, garantias irreais de lucro e oferta de “soluções financeiras”, incluindo quitação de dívidas

Na prática, os valores prometidos estavam muito acima dos praticados no mercado, o que já indicava alto risco.

O grupo atuava de forma organizada na captação de investidores com abordagens pelas redes sociais, reuniões e apresentações comerciais e discurso de “oportunidade segura”. Após o primeiro aporte, as vítimas recebiam pagamentos iniciais, estratégia usada para gerar confiança.

Depois de ganhar credibilidade, o esquema avançava. Investidores eram incentivados a aplicar valores maiores, eram estimulados a indicar novas pessoas e o dinheiro dos novos entrantes sustentava os pagamentos iniciais

Prejuízos milionários

Entre os casos identificados, há vítimas que perderam quantias expressivas. Um dos investidores teve prejuízo de cerca de R$ 1,5 milhão.

Outras pessoas chegaram a contrair empréstimos para investir, acreditando nas promessas de retorno.

Segundo o MPRJ, a organização era dividida por funções com articuladores principais, responsáveis pela estrutura do esquema; captadores, encarregados de atrair novos investidores; e divulgação, com atuação em redes sociais e contatos diretos

A investigação aponta que o grupo manteve as atividades mesmo após operações policiais anteriores, o que reforça a suspeita de atuação contínua.

O Ministério Público pediu a condenação dos envolvidos e a reparação mínima de R$ 1,59 milhão às vítimas, sem prejuízo de outras ações na esfera cível.

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