Mirelle Pinheiro

Delegado acusado de matar PRF assume cargo de chefia na Polícia Civil

Paulo Henrique Tomaz Moreira responde por homicídio qualificado pela morte do policial rodoviário federal Ivo Seixas Rodrigues, em 2018

atualizado

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Reprodução/Rede Amazônica Roraima
Delegado Paulo Henrique Tomaz Moreira
1 de 1 Delegado Paulo Henrique Tomaz Moreira - Foto: Reprodução/Rede Amazônica Roraima

O delegado da Polícia Civil de Roraima (PCRR) Paulo Henrique Tomaz Moreira, réu por homicídio qualificado pela morte do policial rodoviário federal Ivo Seixas Rodrigues, foi nomeado para o cargo de diretor do Departamento da Polícia Civil de Roraima.

A nomeação foi publicada no Diário Oficial do Estado (DOE) em 6 de maio e ocorreu por indicação da nova delegada-geral da Polícia Civil, Simone Arruda do Carmo, com aval do governador Francisco dos Santos Sampaio (Republicanos), conhecido como Soldado Sampaio.

Relembre o caso

Paulo Henrique responde na Justiça pela morte do PRF Ivo Seixas, ocorrida em 7 abril de 2018, durante uma operação da Polícia Civil em um hotel de Boa Vista.

Inicialmente, a corporação sustentou que o agente da PRF estaria envolvido no transporte de 19 quilos de skunk para um traficante investigado. Entretanto, semanas depois, a Polícia Federal descartou qualquer ligação de Ivo Seixas com o tráfico de drogas.

Segundo a PF, o policial viajou a Roraima para tentar reatar um relacionamento amoroso e acabou morto por engano durante uma operação considerada “desastrosa”.

As investigações deram origem à Operação Farsa, deflagrada em Boa Vista e Mucajaí, com o objetivo de identificar os responsáveis pela morte do PRF e apurar a atuação de uma organização criminosa envolvida no tráfico interestadual de drogas.

Durante a operação, o delegado Paulo Henrique e os demais policiais investigados chegaram a ser presos, mas posteriormente foram soltos.

Em 2020, a Federação Nacional dos Policiais Rodoviários Federais (FenaPRF) divulgou uma nota de repúdio criticando a demora no andamento do processo judicial e questionando a permanência do delegado em cargos de chefia dentro da Polícia Civil de Roraima.

Na ocasião, Paulo Henrique pediu exoneração do cargo de diretor do Dopes, mas acabou assumindo posteriormente a Delegacia de Proteção ao Idoso e à Pessoa com Necessidade Especial, também em função gratificada.

Além do delegado, também são réus no processo os policiais civis Eduardo da Silva Castro, Gilvandro Pascoal Alves e Raimundo Nonato Alves Teixeira. Os três respondem por homicídio qualificado.

Outros dois investigados, Nalmir Brito de Queiroz e Eric Bruno Falcão de Queiroz, pai e filho, respondem por fraude processual.

A denúncia foi apresentada pelo Ministério Público de Roraima (MPRR) em fevereiro de 2019 e aceita pela Justiça Militar de Roraima. O processo tramita na 1ª Vara do Tribunal do Júri da Justiça Militar. Todos os acusados respondem em liberdade.

A coluna tentou contato com a Polícia Civil de Roraima (PCRR) para comentar o caso, mas não obteve retorno até a última atualização.

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