Mirelle Pinheiro

Criança de 2 anos morre após estupro; mãe e padrasto são presos

A primeira versão apresentada pela mãe à polícia foi a de que o filho teria caído após ser lançado para o alto durante uma brincadeira

atualizado

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1 de 1 policia - Foto: PCRR/DIvulgação

A morte de um menino de apenas 2 anos expôs um cenário de violência extrema dentro de casa, em Boa Vista. Gabriel Alejandro Larez Casado não resistiu após dar entrada em estado grave no Hospital da Criança Santo Antônio, na noite de quinta-feira (30/4), com múltiplos ferimentos pelo corpo e sinais de estupro.

O caso, inicialmente tratado como um possível acidente doméstico, mudou de rumo poucas horas depois.

A primeira versão apresentada pela mãe à polícia foi a de que o filho teria caído após ser lançado para o alto durante uma brincadeira.

Em seguida, ela afirmou que o menino teria sofrido uma queda da rede. Nenhuma das explicações se sustentou diante do quadro encontrado pelos médicos.

A criança apresentava hematomas espalhados pelo corpo, escoriações, marcas de mordidas e sangramento, além de indícios de violência sexual. O estado era considerado incompatível com qualquer hipótese de acidente.

Com o avanço das apurações, a Delegacia Geral de Homicídios passou a reconstruir as últimas horas da criança. O padrasto, de 33 anos, afirmou que havia passado o dia inteiro trabalhando em uma borracharia e que só encontrou o menino já ferido ao voltar para casa.

A versão caiu não se sustentou após o depoimento do empregador. Segundo ele, o homem deixou o local por volta do meio-dia e só retornou no meio da tarde.

Para a polícia, os elementos reunidos apontam que o padrasto foi o responsável direto pelas agressões que levaram à morte da criança.

Já a mãe, de 32 anos, é investigada por omissão. Segundo os investigadores, ela deixou de agir mesmo tendo a obrigação legal de proteger o filho.

O padrasto foi preso em flagrante e teve a prisão convertida em preventiva. Ele já era investigado em outro procedimento por tentativa de homicídio.

A mãe foi liberada após audiência de custódia, mas terá de cumprir medidas cautelares, como uso de tornozeleira eletrônica e restrições de deslocamento.

O corpo de Gabriel foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML), onde passará por exames que devem detalhar a extensão das agressões.

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