
Mirelle PinheiroColunas

“Contadora de facção”: vereadora morta a facadas era ligada ao crime
Segundo a investigação, o motivo por trás do assassinato seria a função da política como responsável pelas finanças da organização criminosa
atualizado
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A Polícia Civil do Estado do Rio Grande do Sul (PCRS) concluiu o inquérito policial que apurou o assassinato da vereadora de Formigueiro, município do RS, Elisane Rodrigues dos Santos, 49 anos, (foto em destaque). O depoimento do filho da política foi crucial para que a investigação chegasse ao provável motivo do crime — segundo o jovem, a mãe atuava como tesoureira de uma facção criminosa.
A mulher, que era vereadora pelo Partido dos Trabalhadores (PT), foi encontrada morta, com marcas de facadas, em 17 de junho.
Inicialmente, sem ligá-la ao universo do crime, a polícia acreditou que uma suposta dívida do filho da política seria a motivação para o assassinato brutal. Nessa quarta-feira (9/7), no entanto, o delegado Sandro Meinrz informou, em coletiva de imprensa, a suposta razão para o crime.
“Nós estamos hoje dando uma resposta para afastar qualquer sombra de dúvida que tenha em relação a outras motivações, não é político, não é por ela ser mulher”, declarou Meinerz.
A informação foi revelada à polícia pelo filho da vítima. A confirmação da atuação da mulher no grupo criminoso foi decisiva para a finalização do inquérito.
Prisão
Em 20 de junho, um jovem de 18 anos, identificado como o executor do crime, foi preso. Conforme apurado, o autor convenceu a vítima a ir até a região do crime com o argumento de que ela poderia adquirir carne a um preço muito abaixo do valor de mercado.
Na entrevista coletiva, a polícia afirmou que identificou o mandante do crime. Ele ainda não foi preso. O inquérito foi concluído e encaminhado à Justiça.




