
Mirelle PinheiroColunas

Com nanismo, candidato a delegado manda recado a “juristas da web”
Após o STF determinar que Matheus Matos faça novo teste de aptidão, ele comentou a decisão nas redes sociais
atualizado
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Ao comentar a determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, para que a banca examinadora Fundação Getúlio Vargas (FGV) ofereça adaptação razoável no Teste de Aptidão Física (TAF) e o submeta a novo exame, o candidato com nanismo Matheus Menezes Matos (foto em destaque), declarou que a decisão é uma resposta aos juristas da internet e aos “laudadores de compatibilidade com o cargo”.
Matos busca uma vaga de delegado da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG). Em seu perfil nas redes sociais, onde acumula quase 20 mil seguidores, ele comemorou a medida e escreveu que “vai ter TAF adaptado, sim, a mando do STF”.
A determinação
Ele também compartilhou, em seu perfil, um trecho da decisão. “Julgo procedente a reclamação para cassar o ato reclamado e determinar que o pedido de adaptação do Teste Físico, fase salto horizontal, seja analisado de acordo com o entendimento firmado pela Corte. Analisada a necessidade de adaptação, o candidato deverá se submeter novamente ao teste”, escreveu Moraes nessa terça (17).
“Aguentei tudo calado, recebi directs me injuriando. Via muitos comentários maldosos e ignorava, afinal, só eu sei a minha capacidade de chegar onde eu cheguei. Hoje, a resposta da Justiça veio da instância máxima do nosso Judiciário: o STF. A luta continua, o concurso não acabou, mas o meu sonho está cada vez mais perto”, desabafou.
Nota oficial
Por meio de nota compartilhada pela sua advogada, o candidato classificou a decisão do STF como “uma importante vitória não apenas individual, mas também coletiva, em prol da inclusão, da igualdade material e do respeito aos direitos das pessoas com deficiência.”
O candidato afirmou, ainda, que as injúrias e difamações sofridas virtualmente estão sendo apuradas e serão tratadas nas esferas criminal e cível, com o acompanhamento da advogada criminalista Késia Oliveira, responsável pela adoção das medidas legais cabíveis.
