Mirelle Pinheiro

CNJ afasta desembargador suspeito de favorecer líderes do CV

Segundo as investigações, Cairo Ítalo teria beneficiado chefes do Comando Vermelho (CV) e do grupo Povo de Israel

atualizado

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desembargador Cairo Ítalo
1 de 1 desembargador Cairo Ítalo - Foto: Reprodução/Internet

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) afastou, nessa segunda-feira (29), o desembargador Cairo Ítalo (foto em destaque), da 5ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, após uma fiscalização administrativa em seu gabinete.

A medida foi autorizada pela corregedoria e faz parte de um procedimento que apura possíveis irregularidades em decisões judiciais do magistrado.

Segundo as investigações, Cairo Ítalo teria beneficiado chefes do Comando Vermelho (CV) e do grupo Povo de Israel em decisões proferidas durante o plantão judiciário de 10 de agosto.

Entre os nomes favorecidos estão Alekssandro Rocha Silva, o Sam da Caicó, condenado a 147 anos de prisão; Luciano da Silva Teixeira, o Sardinha, da Cidade de Deus; e Avelino Gonçalves Lima, apontado como líder do Povo de Israel.

As decisões investigadas

De acordo com o CNJ, o desembargador concedeu habeas corpus que garantiram:
• A soltura de Sam da Caicó, sob a alegação de problemas de saúde não tratados no presídio federal de Catanduvas (PR).
• O direito de Sardinha realizar visitas periódicas à família, decisão que resultou em sua liberdade em 13 de agosto. O criminoso não retornou à prisão e hoje é considerado foragido.
• A autorização para a esposa de Avelino Gonçalves visitar o marido em hospital, em fase terminal de um câncer. Ele morreu dias depois.

Defesa do desembargador

Em nota, Cairo Ítalo afirmou que agiu dentro da legalidade e que as decisões foram baseadas em relatórios médicos e avaliações disciplinares favoráveis aos presos. Ele destacou que uma das decisões foi submetida ao desembargador competente após o plantão e que reunirá toda a documentação para apresentar ao CNJ.

“Foram três liminares deferidas durante o plantão. Em uma delas, o preso queria visitar a família no Dia dos Pais; em outra, o paciente precisava realizar exames médicos; e no último caso, uma esposa queria visitar o marido em estado terminal. Todas as decisões foram judiciais, fundamentadas e estou à disposição para esclarecer”, afirmou.

O processo corre em sigilo no Conselho Nacional de Justiça. O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro informou que não vai se manifestar sobre o caso.

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